Hoje nas notícias: TAP, praias e euromilionários
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
Os aviões que vão chegar até ao fim do primeiro semestre deste ano não podem ser utilizados ao serviço da TAP, por decisão de Bruxelas de fazer prevalecer o plano de reestruturação. Compensar os estragos causados na orla costeira pelas tempestades que assolaram o país vai custar 84 milhões de euros, segundo uma estimativa da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta quarta-feira.
Bruxelas estaciona quatro aviões da TAP durante este semestre
“A frota da TAP não pode exceder […] aeronaves.” Sem referir o número exato, que é de 99 aviões, esta é a frase literal que consta no documento da prorrogação do plano de reestruturação da companhia aérea portuguesa até 30 de junho, significando que o programa se mantinha inalterado face ao acordo de 2021. Isto significa que os quatro aviões que a TAP vai receber ainda na primeira metade deste ano vão ter de ficar estacionados, aumentando os custos para a transportadora portuguesa. A Comissão Europeia diz que a TAP não pode utilizar nenhuma das aeronaves que lhe acrescenta capacidade, pelo que nem o 100.º avião, que chegou no início do ano, nem os três que se seguirem, vão poder ser utilizados até Bruxelas dar a reestruturação como terminada.
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Tempestades. Recuperar praias vai custar 84 milhões
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) estima que compensar os estragos causados na orla costeira pelo “comboio” de tempestades que assolou Portugal no início do ano vai custar 84 milhões de euros. Ao todo, são 147 locais afetados, de norte a sul do país, e 570 danos registados pela APA, desde arribas, passadiços ou apoios de praia. Quando falta pouco mais de um mês do início da época balnear, operações como a colocação de areia só vão começar a ser feitas entre maio e junho. A agência avisa que “o processo de recuperação morfológica das praias será lento e gradual”. Do bolo total de 84 milhões de euros previstos para fazer face aos estragos, só 15 milhões serão aplicados em obras imediatas para estarem concluídas até final de maio.
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Quebra nos euromilionários tira milhões de euros em imposto ao Estado
Em ano de lucro histórico para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nenhum apostador em Portugal acertou na chave do Euromilhões. Na verdade, há quase dois anos que não sai um primeiro prémio do Euromilhões em Portugal: o último, no valor de 53 milhões de euros, foi sorteado a 19 de julho de 2024. Isto reflete-se nos cofres do Estado, que perdeu, em 2025, mais de 52 milhões de euros do imposto de 20% cobrado sobre os prémios. Entre impostos e distribuição de receitas de jogo, os organismos públicos arrecadaram 861 milhões de euros, menos 23 milhões do que em 2024. A queda só não foi maior porque o número de apostas está a crescer, resultando em mais proveitos.
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Governante nomeia filho do chefe para gabinete
A secretária de Estado da Saúde nomeou para o seu gabinete o filho do presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António no Porto, Paulo Barbosa, na qual era médica de cirurgia antes de ingressar no Governo e à qual irá regressar, em princípio, quando cessar funções governamentais. Desde junho de 2024 que João Pedro Ribeiro da Silva Barbosa Carvalho exerce funções de técnico especialista no gabinete de Ana Povo, ganhando 4.152 euros brutos por mês, um valor fixado por lei. Questionada sobre a nomeação para o seu gabinete do filho do presidente do hospital ao qual está ligada como médica, afirmou: “A nomeação do Dr. João Pedro Carvalho, como todas as nomeações para o meu gabinete, foi norteada pelo mérito e pela competência”.
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Governo fixa nova meta: mais 3.700 efetivos militares até ao fim de 2027
Até ao fim do próximo ano, o Governo pretende aumentar o número de efetivos das Forças Armadas “com uma média de 4,5% de incremento anual” face ao valor registado em 2024, segundo a meta inscrita na proposta de Lei das Grandes Opções para 2026-2029 que deu entrada na terça-feira no Parlamento. Ora, os dados oficiais mostram que em 2024 o número total de efetivos era de 23.678, pelo que aumentos cumulativos de 4,5% até 2027 dão origem a uma meta total de 28.234 novos militares. De acordo com os números revelados no Parlamento pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, Portugal tem atualmente um contingente já superior ao de 2024, de 24.517. Para atingir os 28.234, faltam ainda cerca de 3.700 militares.
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