Investimento nos Certificados de Aforro cresce há 18 meses e já supera 41 mil milhões de euros

Famílias aplicaram quase 280 milhões de euros em março no mais tradicional produto de poupança do Estado. Certificados de Aforro crescem há 18 meses e já superam os 41 mil milhões.

Há ano e meio que os Certificados de Aforro continuam a captar poupanças junto das famílias. Em março o stock de investimento nestes títulos de dívida aumentou quase 280 milhões de euros e superou a fasquia dos 41 mil milhões de euros.

Desde setembro de 2024 que estes certificados mantêm uma trajetória de crescimento imparável. São 18 meses a captarem dinheiro dos aforradores portugueses num total de 7,3 mil milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal. Nos três primeiros meses do ano já atraiu perto de mil milhões.

Para este desempenho não é estranho o facto de os Certificados de Aforro apresentaram uma remuneração mais atrativa dos que os tradicionais depósitos. A taxa base destes certificados para as aplicações realizadas em março cedeu ligeiramente por conta da redução da Euribor a três meses, mas manteve-se acima dos 2%.

Este valor compara com a taxa de juro dos depósitos a prazo, que se fixou nos 1,36% em fevereiro, naquela que foi a primeira subida desde outubro – últimos dados disponíveis.

Certificados de Aforro voltam a subir

Fonte: Banco de Portugal

Remuneração salta em abril

Nesse sentido, é expectável um aumento da procura pelos Certificados de Aforro neste mês de abril tendo em conta o disparo da Euribor por causa do conflito no Irão. As subscrições feitas neste mês rendem 2,138%, a taxa mais elevada desde maio de 2025.

Ainda assim, importa ter em atenção que o rendimento real que as famílias portuguesas retiram dos certificados é negativo. A inflação no mês de março acelerou para 2,7% com os preços a serem afetados pela guerra no Médio Oriente.

Famílias emprestam mais de 48 mil milhões ao Estado

Quanto aos Certificados do Tesouro, estes títulos mantêm a tendência de saídas que se verifica há 53 meses. Em março saíram mais 182,2 milhões de euros, com o stock total a baixar para 7,2 mil milhões, o valor mais baixo em mais de uma década.

Isto faz com que, ao todo, os aforradores portugueses confiem ao Estado mais de 48,3 mil milhões de euros através dos certificados (incluindo Aforro e Tesouro), mais 96,3 milhões em relação a fevereiro, reforçando o estatuto das famílias como um importante credor do Estado.

(notícia atualizada às 12h39)

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