NATO pede aos aliados que aumentem produção da indústria de Defesa
Mark Rutte apelou aos países aliados que intensifiquem a produção da indústria de defesa, alertando que "sistemas de defesa aérea, drones, munições, radares, capacidades espaciais" trazem segurança.
Mark Rutte, secretário-geral da NATO, instou os países aliados a intensificarem em conjunto a produção da indústria de defesa para aumentar a dissuasão da Aliança Atlântica, acrescentando que este será um tema fundamental na cimeira de julho em Ancara, na Turquia.
“Garantir a segurança de mil milhões de pessoas na Europa e na América do Norte não é uma tarefa exclusiva da NATO e das forças armadas aliadas. A nossa indústria também tem uma responsabilidade nisso”, afirmou Mark Rutte, durante uma visita à Turquia, citado pela Bloomberg.
Rutte elogiou os líderes políticos da aliança por se comprometerem em aumentar cada vez mais os gastos em defesa. Mas “o dinheiro sozinho, como eu disse, não nos vai manter seguros. Sistemas de defesa aérea, drones, munições, radares, capacidades espaciais – é isso que nos manterá seguros”, acrescentou, citado pela agência de notícias.
Na sua visita à Turquia – para preparar a próxima cimeira da NATO nos dias 7 e 8 de julho de 2026 –, o secretário-geral da Aliança salientou a importância de reforçar os investimentos na indústria de defesa europeia, à medida que “a guerra da Rússia contra a Ucrânia continua, a modernização militar e expansão nuclear da China prosseguem, e o Irão espalha o terror e o caos”.
Os 32 países da NATO tinham acordado no ano passado, durante a cimeira da Aliança em Haia, nos Países Baixos, um aumento dos gastos em defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035, com uma revisão dos objetivos em 2029.
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