Pedro Nuno regressa ao Parlamento para “combater um Governo que é medíocre, incompetente”
O ex-secretário-geral do PS disse ainda que tem mais "respeito pelo José Luís Carneiro do que pelos taticistas que se escondem atrás da porta à espera que o vento mude a favor do PS".
O ex-secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos afirmou, esta quarta-feira, respeitar mais José Luís Carneiro do que “taticistas que se escondem atrás da porta” à espera de ventos favoráveis para se candidatarem à liderança do partido. O socialista justificou o seu regresso ao parlamento com a necessidade de “combater um Governo que é medíocre, incompetente, não conseguiu até agora resolver nenhum dos problemas que herdou”.
“Eu tenho muito mais respeito pelo José Luís Carneiro do que pelos taticistas que se escondem atrás da porta à espera que o vento mude a favor do PS ou da esquerda para avançarem para a liderança do partido”, afirmou, em declarações aos jornalistas, no parlamento, no dia em que retoma o seu mandato de deputado, após ser questionado sobre a sua opinião em relação à atual liderança do PS.
Pedro Nuno Santos, que não referiu qualquer nome nas suas críticas, sublinhou as suas diferenças para o atual secretário-geral do PS, afirmando que não é “adepto de nenhuma estratégia centrista”, mas lembrou que José Luís Carneiro já tinha decidido, em 2023, avançar com uma candidatura para a liderança dos socialistas, numa altura em que o partido “tinha perdido o país”.
“Se quiserem recordar em julho já estávamos atrás do PSD. José Luís Carneiro avança para a liderança do PS depois de se encontrarem 75 mil euros em São Bento, depois da notícia de que havia vários governantes a serem investigados, entre os quais o primeiro-ministro, numa altura em que uma parte do eleitorado que tradicionalmente confiava no PS a função pública estava zangada com o PS”, frisou.
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