Portos de Lisboa e Setúbal cresceram 1,2% e 6% no 1.º trimestre deste ano

  • Lusa
  • 22 Abril 2026

Fevereiro foi um mês “particularmente condicionado por episódios de instabilidade atmosférica”, mas, ainda assim, “a recuperação verificada em março permitiu retomar a trajetória de crescimento”.

Os portos de Lisboa e Setúbal registaram, no primeiro trimestre de 2026, uma evolução positiva, com crescimentos de 1,2% e 6%, respetivamente, sobretudo graças aos granéis e carga contentorizada, segundo um comunicado.

“Os portos de Lisboa e Setúbal registaram, no conjunto do primeiro trimestre de 2026, uma evolução global positiva da movimentação de mercadorias, evidenciando a capacidade de resposta do sistema portuário a um início de ano marcado por condições meteorológicas adversas”, lê-se na nota.

Na nota, os portos lembraram que fevereiro foi um mês “particularmente condicionado por episódios de instabilidade atmosférica”, mas, ainda assim, “a recuperação verificada em março permitiu retomar a trajetória de crescimento”. Assim, no conjunto do trimestre, “o desempenho foi sustentado sobretudo pelos granéis sólidos e líquidos e pela carga contentorizada”, destacaram.

Durante este período, no porto de Lisboa, a movimentação total foi de 2,6 milhões de toneladas, “refletindo um crescimento de cerca de 1,2%”, sendo que, “após o impacto significativo das condições meteorológicas em fevereiro (queda de cerca de 6,8% nesse mês), o porto registou uma recuperação expressiva em março, com destaque para a carga contentorizada, que cresceu cerca de 16% em TEU” (unidade de medida de contentores).

De acordo com o comunicado, estes resultados foram impulsionados sobretudo pelos granéis sólidos, que subiram mais de 5%. No caso do porto de Setúbal, este apresentou “um crescimento mais expressivo no período, com 1,6 milhões de toneladas movimentadas (+6%)” sustentado também pelo “forte desempenho dos granéis sólidos e líquidos e pela evolução positiva da carga contentorizada”.

De acordo com a informação divulgada, apesar de uma “redução do número de escalas, registou-se um aumento da carga média por navio”, o que evidencia ganhos de eficiência operacional. Para Vítor Caldeirinha, presidente dos Portos de Lisboa e Setúbal, citado na mesma nota, “estes resultados demonstram a capacidade de adaptação e a resiliência do sistema portuário da região”.

O responsável sublinhou ainda que “a evolução verificada reforça a importância de continuar a investir na eficiência operacional, na capacidade logística e na articulação entre portos, consolidando o seu papel no contexto ibérico e europeu”.

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