Trabalhadores da Monliz em greve na segunda-feira por aumentos salariais
A paralisação tem como principais objetivos “aumentos salariais dignos” e “a fixação do salário mínimo na empresa em 1.050 euros, com efeitos imediatos”.
Os trabalhadores da Monliz – Produtos Alimentares do Mondego e Liz, do grupo belga Ardo, cumprem uma greve na segunda-feira para reivindicar aumentos salariais, a retoma da contratação coletiva e a redução do horário de trabalho, anunciou fonte sindical.
Em comunicado, esta quarta-feira, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Setores Alimentar, Bebidas, Agricultura, Aquicultura, Pesca e Serviços Relacionados (Stiac) detalha que a paralisação tem como principais objetivos “aumentos salariais dignos” e “a fixação do salário mínimo na empresa em 1.050 euros, com efeitos imediatos”.
Ainda reclamada é a retoma da negociação da contratação coletiva para o setor do frio, sem atualização desde 2003, a garantia de 25 dias úteis de férias para todos os trabalhadores, a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais e o direito ao dia de aniversário do trabalhador.
A negociação do caderno reivindicativo para 2026, o aumento do subsídio de alimentação e do subsídio de turno e a contestação ao pacote laboral em vigor são outras das exigências dos trabalhadores. A paralisação decorre na próxima segunda-feira, entre as 00:00 e as 24:00, nas instalações da empresa em Alpiarça, estando agendada para as 09:30 uma concentração dos trabalhadores.
A agência Lusa tentou obter um comentário da administração da Monliz, o que não foi possível até ao momento. A Monliz é uma unidade industrial de produção, embalamento e venda de produtos hortofrutícolas congelados situada em Alpiarça, no Ribatejo.
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