Tráfego proveniente da pesquisa cai na maioria dos mercados, Sul da Europa resiste
O tempo médio de leitura no Sul da Europa desceu de 23,2 segundos no quarto trimestre de 2025 para 22,5 segundos no primeiro trimestre, revelam os dados do Chartbeat.
O tráfego dos publishers proveniente de motores de busca diminuiu na maioria das regiões no primeiro trimestre de 2026 quando comparado com o quarto trimestre de 2025, revela a ferramenta de análise de dados Chartbeat.
O Médio Oriente e Ásia Central foram os mercados as maiores quedas — cerca de 6% e 7%, respetivamente. Em sentido contrário, o Sul da Europa, África e América Latina registaram aumentos marginais. No Sul da Europa, a percentagem de pageviews provenientes da pesquisa aumentou de 29% para 31%.

Já o tempo médio de leitura dos artigos dos publishers, a nível mundial, foi de 26,5 segundos durante o primeiro trimestre de 2026. Este valor representa uma subida de meio segundo, em relação ao trimestre anterior, muito influenciada pelo aumento de 4,6 segundos na Europa Central/Leste. Todas as outras regiões registaram quebras até 2 segundos ou mantiveram-se relativamente com os mesmos tempos de leitura. No Sul da Europa, a tendência foi contrária, tendo descido de 23,2 segundos para 22,5 segundos.

Os dados do Chartbeat mostram ainda que o tráfego proveniente dos dispositivos móveis continua a compor a maioria de todas as pageviews, sendo que varia entre 82% na Ásia Central e 63% na América Latina. O Sul da Europa posiciona-se no meio da tabela, com 72% — um aumento de 2% face ao trimestre anterior. Mercados como o Médio Oriente e a América Latina também registaram aumentos de 2%.
Ao nível das redes sociais, os publishers africanos continuam a ser aqueles que recebem mais pageviews destas redes, compondo 20% de todo o tráfego — menos 2% que no quarto trimestre. No Sul da Europa, as redes sociais contribuíram para 8% de todas as pageviews — um ligeiro aumento face aos 7% do trimestre anterior.
Finalmente, a lealdade dos leitores manteve-se inalterada na maioria das regiões. O Norte da Europa e o Médio Oriente registaram as maiores subidas, no valor de 4% e 7%, respetivamente. Em sentido contrário, esta lealdade registou uma quebra de 4% na Europa Central/Leste. Os mercados do Norte e Sul da Europa continuam a liderar a tabela, tendo no mercado que integra Portugal a lealdade aumentado 1% para 43%.

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