UE aprovou empréstimo de 90 mil milhões euros à Ucrânia
Bruxelas aprovou o envio do pacote de apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, bem como um novo pacote de sanções contra a Rússia. A aprovação será solicitada através de um procedimento escrito.
Os embaixadores da União Europeia aprovaram esta quarta-feira o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, bem como o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia. A presidência cipriota confirmou a aprovação do empréstimo, que acontece depois da Hungria ter deixado de resistir à decisão, afirmaram três diplomatas da UE à Reuters.
A aprovação do acordo será solicitada através de um procedimento escrito, o que significa que as delegações terão de colocar quaisquer objeções por escrito, dentro de um prazo definido que será mantido em segredo até que a presidência cipriota a anuncie no início da reunião. A ausência de qualquer contestação equivale à aprovação.
Bruxelas concordou no ano passado com o empréstimo para manter a Ucrânia capaz de resistir economicamente durante 2026 e 2027 na guerra contra a Rússia. Contudo, a Hungria tem estado a bloquear o acordo sob liderança do ultraconservador Viktor Orban, que acusa a Ucrânia de impedir o fluxo do petróleo russo através do oleoduto Druzhba.
Após Péter Magyar ter vencido as eleições legislativas húngaras no passado dia 12 de abril, a UE ansiava dar aval ao último passo para concretizar o empréstimo, mas o novo presidente da Hungria indicou que o país retiraria o seu veto apenas se fossem retomados os abastecimentos através do oleoduto em causa, que transporta petróleo russo para a Europa Central e está fora de operação desde final de janeiro devido a um ataque russo num troço que passa no oeste da Ucrânia.
A Ucrânia anunciou na terça-feira que concluiu a reparação do oleoduto, garantindo que a infraestrutura está pronta para retomar as operações.
“A Ucrânia realizou os trabalhos de reparação no troço do oleoduto Druzhba danificado pelo ataque russo. O oleoduto pode retomar o funcionamento”, indicou Zelensky na terça-feira nas redes sociais. Acrescentou que esperava que Budapeste desbloqueasse a ajuda europeia de 90 mil milhões de euros destinadas a Kiev, bem como apoie as negociações sobre a adesão do país à União Europeia.
Zelensky também pressionou os líderes europeus, através da rede social ‘X’, a aprovarem urgentemente o pacote de apoio, afirmando que “já não pode haver motivos para o bloquear”. O presidente ucraniano confirmou a reparação do oleoduto e voltou a apelar para o avanço de um novo pacote de sanções contra a Rússia, justificando que “a pressão deve ser mantida para que os russos não sintam que podem fazer guerra com impunidade”.
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Volodymyr Zelensky reagiu à decisão de Bruxelas, através da mesma rede social, agradecendo o apoio dos líderes europeus e que o desbloqueio do empréstimo de 90 mil milhões de euros para o país “é o sinal certo nas circunstâncias atuais”. Zelensky também disse que “a Ucrânia está a cumprir as obrigações nas relações com a UE” e pediu que os 27 membros da União respondam com novos passos rumo à “plena integração europeia da Ucrânia”.
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“A Rússia tem de acabar com a sua guerra. E os incentivos para isso só podem surgir quando tanto o apoio à Ucrânia como a pressão sobre a Rússia forem suficientes”, acrescentou o presidente da Ucrânia. O líder ucraniano sintetizou que “é importante que o pacote de apoio europeu se torne operacional rapidamente”.
(Notícia atualizada às 15h51)
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