Avaliador de sintomas da CUF com IA reduziu em 40% idas planeadas às urgências

Entre os utentes que inicialmente planeavam recorrer ao serviço de urgência, cerca de 40% acabaram por optar por um nível de cuidados de menor acuidade, depois de recorrerem ao avaliador de sintomas.

A aplicação móvel da CUF, que combina um avaliador de sintomas com o agendamento direto de cuidados de saúde, permitiu que cerca de 40% dos utentes que planeavam inicialmente recorrer às urgências optassem por um nível de cuidados de saúde de menor acuidade, após utilizarem o avaliador de sintomas do grupo, que recorre a inteligência artificial (IA).

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A conclusão resulta de um estudo já publicado na NEJM AI, revista dedicada à IA no New England Journal of Medicine, que indica que os doentes da rede CUF que utilizam a tecnologia da ADA Health, integrada no Avaliador de Sintomas da My CUF, ferramenta certificada para uso clínico, tomam decisões mais adequadas sobre onde e como procurar cuidados de saúde.

Os dados dos estudo mostram um aumento significativo na adequação dos cuidados. A percentagem de situações clinicamente apropriadas mais do que duplicou, passando de 29,8% para 64,4%, após a utilização do avaliador de sintomas. A validação clínica confirmou que os utentes procuraram o nível de cuidados mais indicado com base na orientação da aplicação.

“A inovação na saúde tem de ir para além das promessas. Tem de demonstrar valor em contextos reais. Este estudo faz precisamente isso. Quando, num momento de incerteza, os doentes recebem orientação clínica rigorosa e podem agir de imediato, a evidência é clara: eles dirigem-se para os cuidados clínicos adequados. Isto tem impacto real na vida das pessoas”, explica a Diretora Clínica da CUF Digital, Micaela Seemann Monteiro, citada num comunicado da CUF que anuncia a publicação do referido estudo.

Por cada dez doentes que inicialmente ponderam recorrer às urgências, quatro acabam por escolher alternativas de menor acuidade, consideradas adequadas pelos médicos. A monitorização posterior, através do registo de saúde eletrónico, não identificou problemas de segurança, nomeadamente em termos de visitas às urgências ou internamentos.

Durante demasiado tempo, o debate sobre a IA na saúde centrou-se apenas em métricas de precisão e no seu potencial teórico. Este estudo altera essa discussão. Mostra que, quando a ADA é integrada no percurso real do doente, não se limita a informá-lo, transforma a forma como procura e acede aos cuidados. É este o padrão de exigência que devemos aplicar às ferramentas de saúde digital”., afirma a primeira autora e Consultora de Estudos Clínicos da ADA Health, Fabienne Cotte.

O estudo, que recolheu dados de 1.470 pessoas, revela também mudanças relevantes na intenção dos doentes. Um em cada três utilizadores reviu a decisão inicial logo após utilizar a aplicação. Simultaneamente, a percentagem de pessoas que afirmava “não saber o que fazer” caiu de 12,6% para 5%.

Já ao nível do comportamento efetivo, acompanhado através do registo de saúde eletrónico e de questionários nas semanas seguintes, os dados mostram que cerca de três em cada cinco utentes acabaram por recorrer a um nível de cuidados de saúde diferente daquele que tinham inicialmente planeado.

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