CGTP admite nova greve geral. “Vamos continuar a responsabilizar o Governo”, diz Tiago Oliveira

Tiago Oliveira sublinha que todas as ações de luta estão em cima da mesa. "Não excluímos nenhuma forma de luta. Todas elas estão em cima da mesa, incluindo a greve geral", disse.

O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) afirmou que a rejeição da proposta de reforma da lei do trabalho por parte da UGT é um “voto unânime” por parte dos trabalhadores. Tiago Oliveira sublinhou que vão continuar a responsabilizar o Governo e garante que uma nova greve geral não está excluída.

“Vamos continuar a responsabilizar o Governo, porque está a ir e a insistir numa linha que vai contra quem trabalha“, disse em declarações à RTP Notícias.

Questionado sobre novas ações de luta, Tiago Oliveira sublinha que todas as ações estão em cima da mesa. “Não excluímos nenhuma forma de luta. Todas elas estão em cima da mesa, incluindo novamente a greve geral“, referiu.

No momento em que a UGT tomava a decisão, a CGTP estava em protesto à porta do Ministério das Infraestruturas. Em reação, Tiago Oliveira sublinhou que é um voto unânime por parte dos trabalhadores. “Foram os trabalhadores que derrotaram este pacote laboral. Foram os trabalhadores que ao longo destes oito/nove meses de discussão, se expressaram de forma contínua”, disse.

“Aquilo que se espera de uma central sindical é que oiça os trabalhadores, é que aja de acordo com aquilo que são os interesses dos trabalhadores. E neste caso, relativamente ao pacote laboral, ele está rejeitado”, acrescentou.

Sobre a possibilidade de haver margem para novas negociações, Tiago Oliveira sublinhou que o Governo ao longo dos últimos meses tem sido “construtor de uma retórica que depois na prática nunca se concretiza”.

“O Governo sempre disse que queria negociar, que queria discutir, mas depois na prática, chegamos ao fim destes nove meses de discussão e aquilo que se verifica é aquilo que a CGTP sempre disse desde o início, as tais traves mestras nunca saíram de lá”, referiu, salientando aspetos como a precariedade, o outsourcing, o banco de horas, a facilitação do despedimento e o impedimento do exercício de direito de greve.

Apesar de reconhecer que o Governo está disposto a negociar, deixa um nota: “Se o Governo, perante esta postura dos trabalhadores, insistir em levar à Assembleia da República este documento, está a ir contra a vontade da maioria. É inimigo dos trabalhadores”.

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