Receitas da Meo sobem 1,3% para 2,8 mil milhões. Energia duplica em 2025

A operadora de telecomunicações viu as receitas aumentarem devido ao segmento de consumo, que cresceu 5% impulsionado pelo pacote de fornecimento de eletricidade.

A Meo teve receitas de 2.811 milhões de euros em 2025, o que representa uma subida de 1,3% em comparação com o ano anterior. A operadora de telecomunicações viu as receitas aumentarem devido ao segmento de consumo, que cresceu 5% impulsionado pelo pacote de fornecimento de eletricidade.

A CEO da Meo, Ana Figueiredo, considera que “os resultados de 2025 demonstram que a Meo está a executar, com rigor e consistência, a estratégia que definimos para transformar a empresa numa plataforma de serviços digitais, preparada para competir num setor em rápida mudança e assumir-se como uma techco [operadora de telecom mais tecnológica] de referência”.

Na mensagem divulgada com o relatório financeiro, Ana Figueiredo destacou o “forte crescimento” da Meo Energia, cujas receitas duplicaram e a base de clientes aumentou de 145 mil para 223 mil com 78 mil novas adesões líquidas. “A capacidade de atrair clientes tem sido crucial para este crescimento. Alcançámos uma quota de 4% do mercado energético português, em número de clientes”, realçou a presidente executiva da Meo a propósito da estratégia de diversificação de negócio.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Altice Portugal (Meo) encolheu 4,8% no ano passado, para 947 milhões de euros, penalizado pela performance da Altice Labs (a antiga PT Inovação) e uma “perda progressiva” do negócio de MVNO (Mobile Virtual Network Operator). Sem esse efeito da unidade de Aveiro e a travagem do negócio de rede virtual, o resultado operacional da Meo teria caído apenas 1,4%.

Em 2025, as receitas da área de consumo ascenderam a 1.508 milhões de euros (+5%), enquanto as de serviço tiveram um acréscimo de 5,3%. Ainda assim, a Meo admite “parcialmente a pressão” sobre a receita média por cliente (ARPU) de telecomunicações “num contexto de elevada competitividade”.

O investimento anual baixou para 403 milhões de euros e foi aplicado na expansão e modernização das redes e infraestruturas. No final de 2025, a Meo alcançou os 6,7 milhões de casas cobertas por fibra ótica, sendo que a cobertura populacional da rede móvel atingiu os 99,98% na rede 4G e de 97,22% na tecnologia de quinta geração (5G).

Estes resultados ganham ainda mais significado à luz da passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição sem precedentes, atingindo infraestruturas críticas em todo o país e colocando as telecomunicações no centro da resposta nacional. A Meo enfrentou danos de grande magnitude, com milhares de quilómetros de fibra, postes e torres afetados, e mesmo assim assegurou a reposição rápida dos serviços essenciais.

Ana Figueiredo

CEO da Meo

No quarto trimestre, as receitas totalizaram 737 milhões de euros, o que significou um crescimento homólogo de 1,6%. Nos últimos três meses de 2025, a base de RGUs fixos [número de serviços], suportados em fibra ótica totaliza 4,5 milhões (+1,4%), correspondente a mais 62 mil adições líquidas. No serviço móvel, a base de clientes pós‑paga aumentou 3,7%, em termos homólogos.

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