Shortlist. Do bife com jazz ao Moonwatch, passando pelas malas preferidas dos ‘gamers’
Entre objetos funcionais, experiências culturais e lançamentos de beleza, a semana revela novas formas de interpretar o luxo.
A Shortlist desta semana percorre propostas que vão da mobilidade contemporânea à alta gastronomia, passando por exposições, inovação em beleza, relojoaria e experiências imersivas. De Lisboa ao Algarve, e dando um salto ao Reino Unido.
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1. Bife à Café de São Bento, música do Bristol Club
“Vai abrir o ‘Bristol’ manifestando uma riqueza e um luxo que Lisboa desconhece por completo”, lia-se no jornal “A Capital”, em vésperas da inauguração deste clube na Rua das Portas de Santo Antão, em 1918. Um salão de bilhar e concertos, que servia jantares e onde alcançou um sucesso sem precedentes a Orquestra Setimino Jazz, também de acordo com a imprensa da época.
Muitas vidas depois, o edifício, hoje hotel 1904 Benfica, é também a casa do Café de São Bento na Baixa. A partir de agora, e lembrando esses tempos, o clássico restaurante lisboeta recebe uma orquestra de swing jazz todas as quartas-feiras, a partir das 21h30. Aberto há três meses, mantém o bife que o tornou um ponto de paragem obrigatória na Rua de São Bento e ampliou o menu para pratos como bacalhau à braz, filetes de peixe-galo com arroz de tomate (e até croquetes).
2. POGA, a mala que os jogadores adoram

O design deixa perceber que não se trata de mais uma mala qualquer e tem chamado a atenção entre jogadores de futebol à chegada às suas concentrações. A POGA, uma marca de origem alemã especializada em portable gaming, está a mudar a forma como se transportam consolas de jogo como Playstation ou Xbox.
As suas malas, rígidas, integram sistemas para consolas e computadores, já com o monitor incluído. Segundo a POGA, os equipamentos são produzidos na Alemanha e desenhados para garantir robustez, desempenho e facilidade de utilização em viagem. Estão disponíveis através dos canais oficiais da marca, com diferentes configurações ajustadas às necessidades do utilizador.
3. Ocean apresenta novo menu Essência

O restaurante Ocean, com duas estrelas Michelin, situado no Vila Vita Parc, no Algarve, reabriu com um novo menu de degustação intitulado Essência. A proposta, assinada pelo chef Hans Neuner, surge como um ponto de viragem no percurso do chef, encerrando um ciclo iniciado em 2021 e marcando um regresso à matriz portuguesa.
Nos últimos cinco anos, o Ocean explorou as rotas gastronómicas ligadas à expansão portuguesa, com menus inspirados em geografias como África, Ásia e Américas. Segundo o chef, este novo capítulo representa uma síntese desse percurso, traduzindo aprendizagens acumuladas numa abordagem mais depurada e centrada no território.
O menu, composto por cerca de quinze momentos, revisita pratos e referências da cozinha portuguesa com uma leitura contemporânea. Por exemplo, a francesinha com camarão carabineiro e trufa ou um frango piri-piri mais refinado. Essência pretende expressar a identidade culinária de Hans Neuner, integrando também referências às suas origens austríacas. O menu já está disponível no restaurante, mediante reserva.
4. Clarins reforça portefólio com auto-bronzeadores e proteção urbana
A Clarins renovou a sua gama de auto-bronzeadores e lançou o UV Plus Skin Barrier SPF50+, reforçando a aposta em cuidados multifuncionais, segundo a marca. Os auto-bronzeadores utilizam a tecnologia [SelfTanComplex], combinando DHA e eritrulose para um bronzeado gradual e uniforme, com fórmulas que incluem até 96% de ingredientes de origem natural.
O novo protetor solar foi desenvolvido para atuar contra radiação UV, poluição e luz azul, contribuindo para reforçar a barreira cutânea e os mecanismos naturais de defesa da pele. Os produtos já estão disponíveis em Portugal.
5. Omega apresenta novos Speedmaster Moonwatch com mostrador invertido

A Omega revelou dois novos modelos Speedmaster Moonwatch Professional, reinterpretando o cronógrafo com uma configuração de mostrador invertida. Os relógios apresentam uma construção em duas camadas, combinando superfícies lacadas a preto e branco para criar contraste e legibilidade. A luneta em cerâmica preta com escala taquimétrica reforça a identidade do modelo.
Os relógios estão disponíveis em aço inoxidável e em ouro Moonshine. Podem ser adquiridos em Portugal, com preços a partir de 10.400 euros. “Estes modelos Speedmaster Moonwatch Professional são equipados com o Calibre Omega Co-Axial Master Chronometer 3861, a evolução mais avançada do emblemático Calibre 321, no qual os astronautas da NASA confiaram nas missões lunares”, diz, em comunicado, a marca.
6. Wilderness Festival regressa ao Reino Unido

O Wilderness Festival regressa em 2026 ao Reino Unido, mantendo o programa multidisciplinar, que combina música, artes e experiências imersivas, que o pôs no mapa inserido numa tendência mundial para eventos que dão protagonismo ao bem-estar. A organização destaca uma programação orientada para diferentes ritmos e estados de espírito, desde momentos de serenidade a atividades mais energéticas.
A programação inclui sessões de ioga, meditação e outras práticas orientadas para o equilíbrio físico e mental, voltadas para a desaceleração e reconexão. A componente gastronómica mantém-se relevante, com chefs convidados e propostas de fine dining ao ar livre. O festival decorre entre 30 de julho e 2 de agosto, em Oxfordshire (bilhetes já disponíveis).
7. MAAT

O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia inaugura, no final de abril, duas exposições que cruzam arte contemporânea e investigação histórica: Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP (Parte II) e Mais Alto, da artista Margarida Correia. A primeira reúne 44 artistas, entre os quais Jorge Molder, Rui Sanches ou Helena Almeida, propondo uma leitura transversal da arte contemporânea portuguesa. Em diálogo com a primeira parte, apresentada em fevereiro, a exposição explora afinidades e tensões entre gerações e disciplinas, segundo a instituição.
Mais Alto resulta de um trabalho de investigação documental sobre enfermeiras paraquedistas portuguesas em África, nas décadas de 1960 e 1970. Margarida Correia recorre a entrevistas e arquivos privados para reconstruir memórias individuais e coletivas de um grupo pouco estudado. As duas exposições abrem ao público no MAAT Central, em Lisboa, a 29 de abril.
As escolhas da Shortlist são editorialmente selecionadas pelo ECO Avenida.
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