⛽ Gasóleo vai descer, mas a gasolina vai subir na próxima semana
Desde a semana de 2 de março, que o Governo estabeleceu como meta para avaliar o apoio a conceder aos combustíveis, o gasóleo tem aumento acumulado de 35 cêntimos e a gasolina de 19,6 cêntimos.
Os preços dos combustíveis vão ter um comportamento diferenciado na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer quatro cêntimos e a gasolina deverá subir 2,5 cêntimos, de acordo com os dados do ACP. Já tendo em conta as cotações de meio da manhã do brent, fonte do mercado avançou ao ECO, que o diesel vai descer 1,1 cêntimos, mas a gasolina vai subir 3,5 cêntimos. Um desempenho que reflete a evolução dos preços da matéria-prima, com a evolução do conflito no Médio Oriente.
Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira, quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana, tendo em conta o aumento acumulado é de 35 cêntimos no diesel e de 19,6 cêntimos na gasolina, mesmo sem ter em conta as previsões para a próxima semana.
Esta semana o gasóleo desceu 10,3 cêntimos e a gasolina 1,2 cêntimos, não só devido ao aliviar dos preços do barril de Brent, mas também ao desconto extraordinário do ISP no gasóleo de 6,83 cêntimos por litro no caso do gasóleo rodoviário (uma redução de 1,5 cêntimos face à semana anterior) e de 4,58 cêntimos por litro no caso da gasolina sem chumbo.
O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 2% para 107,17 dólares por barril com os receios de uma nova escalada militar no Médio Oriente, depois de o Irão ter divulgado imagens de comandos a abordar um navio de carga no Estreito de Ormuz, e à falta de progressos na sua reabertura já que por lá passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. O Brent caminha assim para um ganho semanal de 18%, o segundo maior ganho semanal desde o início da guerra.
O Presidente norte-americano reconheceu que o Irão poderá ter reforçado o seu armamento “um pouco” durante um cessar-fogo de duas semanas, mas acrescentou que as Forças Armadas dos EUA poderiam eliminá-lo num único dia.
“Não há sinais de desaceleração à vista”, disse Tamas Varga, da corretora de petróleo PVM, citado pela Reuters.
O cessar-fogo parece cada vez mais uma fase preparatória para mais guerra, afirmou a Haitong Futures num relatório. Se as negociações de paz não avançarem até ao final de abril e os combates recomeçarem, os preços do petróleo poderão atingir novos máximos este ano, acrescentou.
“Prevê-se que haja novas dificuldades financeiras tendo em conta que os principais carregamentos da região continuam bloqueados”, afirmou Susannah Streeter, estratega-chefe de investimentos do serviço de investimentos britânico Wealth Club. “Isso deverá manter os custos elevados para uma vasta gama de matérias-primas.”
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