CTT contratam Rothschild para explorar opções para o banco
Grupo já decidiu qual será o assessor financeiro que irá explorar cenários para o futuro da posição dos CTT no banco fundado em 2015.
Os CTT contrataram a consultora financeira Rothschild, uma das maiores do mundo, para avaliar opções para o Banco CTT, avançou a Bloomberg nesta sexta-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto.
Segundo a agência de informação financeira, a consultora Rothschild foi selecionada de entre várias empresas concorrentes para trabalhar na definição do futuro do negócio bancário dos CTT.
No entanto, não existe nenhum processo formal de venda do banco, sublinha a Bloomberg, que contactou o grupo acerca destas informações, e também a consultora, mas não obteve qualquer comentário.
A notícia surge poucas semanas depois de se saber que os CTT estavam à procura de assessores para explorar “opções” para o banco. Há um ano, o grupo centenário admitiu o interesse em reduzir a sua exposição ao Banco CTT, fundado em 2015, e que beneficia de fortes sinergias com a rede de lojas da empresa postal.
Fonte oficial dos CTT respondeu ao ECO, na altura, que trabalha periodicamente com empresas de consultoria e bancos de investimento para avaliar cenários estratégicos e oportunidades de negócio.
Em 2022, os CTT tomaram a decisão de vender 8,7% do capital do Banco CTT à Generali Tranquilidade, por via de um aumento de capital. Mas o ainda presidente executivo, João Bento, que irá deixar o cargo no mês que vem, já admitiu em várias ocasiões o interesse da empresa em reduzir a sua exposição ao banco, avaliado em 270 milhões de euros no final de 2023.
“Nós não somos o acionista ideal para um banco. Não queremos ser um empecilho”, explicou João Bento em janeiro de 2025, numa entrevista ao ECO. O gestor explicou que a integração do Banco CTT no Grupo CTT dificulta, inclusivamente, a avaliação da empresa por parte dos investidores e analistas. Mesmo assim, nessa entrevista, João Bento referiu que ainda havia “alavancas de avaliação do banco” a explorar pela empresa antes de uma possível venda.
Guy Pacheco, atual administrador com o pelouro financeiro, irá assumir os comandos do Grupo CTT no final deste mês, quando João Bento deixar o cargo que ocupa desde abril de 2017.
Esta semana, o Banco CTT regressou ao mercado para se financiar em 60 milhões de euros através de uma emissão de obrigações sénior preferencial, com maturidade de três anos e meio e um juro fixo de 4,25% ao ano. Em novembro do ano passado, o banco liderado por Francisco Barbeira também realizou uma emissão semelhante, colocando na altura 45 milhões de euros em dívida sénior a três anos, pagando uma taxa de 3,75%.
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