Fidelidade estuda vender até 35% em bolsa para entrar no PSI

  • ECO
  • 24 Abril 2026

Seguradora quer ter free float suficiente para entrar no PSI, mirando os investidores que aplicam capital em ETF. Fosun não pode perder a maioria do capital e tem de haver liquidez suficiente.

O francês Lazard é o banco de investimento escolhido pela Fidelidade para ser o assessor financeiro independente no processo da Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) que a seguradora está a preparar. Segundo o Jornal Económico (acesso pago), o objetivo é vender em bolsa uma percentagem de capital entre os 34% e os 35%, de modo a ter um free float (a parcela de capital negociada em bolsa e que não se encontra na posse dos acionistas de referência) suficiente para entrar no PSI, já que hoje muitos investidores aplicam capital em ETF (Exchange Traded Funds), que replicam índices de mercado.

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Os requisitos para entrar no PSI, o principal índice da Bolsa de Lisboa, passam por uma capitalização mínima em free float de 100 milhões de euros. Além disso, a “trading velocity” (velocidade de negociação) mínima de 10% do free float anual é um dos critérios de liquidez para a composição de índices como o PSI. O free float mínimo exigido para entrada no PSI é de 15% do capital da empresa.

Isto significa que a operação terá de obedecer a duas condições: a chinesa Fosun não perder a maioria do capital e haver liquidez suficiente para entrar no índice bolsista. A dispersão de 35% do capital da Fidelidade em bolsa deixa a Fosun com 50% da seguradora (51%, no caso de vender 34%). O problema é que nesta participação de 34% ou de 35% terá de estar incluído o reforço que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) — que atualmente detém 15% — já admitiu ter disponibilidade para fazer, num aumento da sua posição que poderá chegar até 30%.

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