Portugal no exercício da NATO no Mediterrâneo
A NATO vai realizar até quinta-feira um exercício de larga escala no Mar Mediterrâneo, com contributos também de Portugal, liderada pelas forças navais de ataque e apoio da Aliança com sede em Oeiras.
A NATO vai realizar entre segunda e quinta-feira um exercício de larga escala no Mar Mediterrâneo, com contributos também de Portugal, liderada pelas forças navais de ataque e apoio da Aliança com sede em Oeiras.
Segundo um comunicado divulgado este domingo, será a segunda edição da principal atividade de vigilância reforçada da NATO (eVA), Neptune Strike 26, entre 27 e 30 de abril, e “inclui contributos da Albânia, Bulgária, França, Grécia, Itália, Montenegro, Portugal, Roménia, Turquia e Reino Unido”. “Liderada pelas Forças Navais de Ataque e Apoio da NATO (STRIKFORNATO), com sede em Oeiras, Portugal, a eVA irá combinar as capacidades de ataque marítimo do grupo de ataque do porta-aviões Charles de Gaulle da Marinha Francesa, a operar no Mar Mediterrâneo, com forças terrestres ao longo dos flancos sul e sudeste da NATO“, lê-se no comunicado.
Haverá também participação de “veículos aéreos não tripulados RQ-4D da NATO, pertencentes à Força de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento da NATO (NISRF), sediada em Sigonella, Itália“, com o apoio dos quais “os recursos aéreos táticos dos grupos de ataque irão realizar missões desde o Mar Mediterrâneo, passando pela Europa continental, até à região do Mar Negro“.
“Estas missões envolverão o empenhamento de alvos em campos de tiro na Letónia, demonstrando as capacidades de ataque de longo alcance da NATO e a interoperabilidade da Aliança nos domínios aéreo, terrestre e marítimo”, acrescenta-se.
No comunicado, refere-se que a série de exercícios Neptune Strike foi concebida em 2020 e consiste em atividades “planeadas a longo prazo, de natureza defensiva, adaptáveis aos desenvolvimentos atuais e totalmente em conformidade com o direito internacional”, que demonstram “a capacidade da NATO para integrar rapidamente forças navais e de ataque multinacionais”.
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