Demora paralisa investigação à corrupção no futebol profissional
Dez inquéritos abertos entre 2017 e 2021 têm sofrido atrasos na sua conclusão devido a “pouco ritmo na investigação” e “extensos períodos de inatividade, agravados pela pandemia” de Covid-19.
A lentidão na tramitação atempada dos inquéritos e na realização de perícias forenses está a pôr em causa a investigação à corrupção no universo do futebol profissional, noticia o Correio da Manhã (acesso pago). Entre 2017 e 2021, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) abriu dez inquéritos ao mundo do futebol, que têm sofrido atrasos na sua conclusão.
A informação consta de um relatório de inspeção realizado pelo Ministério Público (MP) ao DCIAP, segundo o qual há processos que têm “pouco ritmo na investigação” e “extensos períodos de inatividade, agravados pela pandemia” de Covid-19. O documento refere o exemplo de um processo aberto em 2020 cujo inquérito teve um ano de inatividade, de janeiro de 2021 a janeiro de 2022, com poucas ações além da junção de uma lista de árbitros”. Os autores do relatório, que foi concluído em março de 2025, mas apenas foi conhecido agora, apontam o dedo à Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal com intervenção nos inquéritos.
Os atrasos ocorreram também na realização de exames periciais num processo aberto em 2019, na designação de um especialista para outro inquérito e na elaboração do respetivo relatório intercalar. O documento indica que “o tempo médio de duração dos inquéritos concluídos durante o período inspetivo foi de 3,9 anos, com cerca de 31% dos inquéritos findos a estender-se por mais de cinco anos”.
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