Hoje nas notícias: corrupção no futebol, Álvaro Santos Pereira e Estamo

  • ECO
  • 27 Abril 2026

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O relatório de uma inspeção realizada pelo Ministério Público ao DCIAP indica que há inquéritos sobre corrupção no futebol com “pouco ritmo de investigação” e “extensos períodos de inatividade”. Álvaro Santos Pereira reforçou a sua carteira de investimentos após assumir o cargo de governador do Banco de Portugal, comprando ações da Galp e da Jerónimo Martins, mas o Código do Banco Central Europeu não permite estas transações privadas, pelo que teve de desinvestir. Conheça estas e outras notícias em destaque na imprensa nacional esta segunda-feira.

Demora paralisa investigação à corrupção no futebol profissional

A lentidão na tramitação atempada dos inquéritos e na realização de perícias forenses está a pôr em risco a investigação à corrupção no futebol. Entre 2017 e 2021, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) abriu dez inquéritos ao mundo do futebol, que têm sofrido atrasos na sua conclusão. Segundo o relatório de inspeção realizado pelo Ministério Público (MP) ao DCIAP, há processos que têm “pouco ritmo na investigação” e “extensos períodos de inatividade, agravados pela pandemia” de Covid-19. Os autores do relatório, que foi concluído em março de 2025, mas apenas foi conhecido agora, apontam o dedo à Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal com intervenção nos inquéritos. O documento indica ainda que nos anos de 2022 e 2023 registou-se um decréscimo de inquéritos e averiguações preventivas, o que poderá ter resultado de um menor número de denúncias recebidas.

Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago)

Santos Pereira comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já como governador

Na altura do Natal, quando já passavam dois meses desde que tomara posse como governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira reforçou a sua carteira de investimentos, comprando ações da Galp Energia e da Jerónimo Martins. Comunicou o negócio ao Banco Central Europeu (BCE), na sua declaração de interesses enviada no início deste ano, mas foi obrigado a reverter as transações, uma vez que os regulamentos impedem operações com ações a quem é um alto responsável da banca central da região. Não se sabe é como é que se deu a reversão do reforço: se foi uma venda de ações em bloco ou ao longo de várias sessões.

Leia a notícia completa no Público (acesso pago)

Venda de terreno em Berlim dá ao Estado maior encaixe imobiliário em dez anos

O Estado português arrecadou mais de 27 milhões de euros com a venda de imóveis ao longo do ano passado. O valor, que ultrapassa em muito aquele que tinha sido alcançado em 2024 e que é o mais elevado em quase dez anos, é explicado quase na totalidade pela venda de um terreno em Berlim, que rendeu 22 milhões de euros aos cofres públicos, segundo consta no mais recente relatório da Estamo, a empresa que gere o património imobiliário público. Desde 2013 que o Governo português tentava vender este terreno de quase 2.800 metros quadrados, localizado no bairro diplomático de Tiergarten, onde se encontram várias embaixadas. Mais de dez anos depois, e com o terreno agora avaliado em 18,6 milhões de euros, o Executivo atual vendeu-o por 22 milhões de euros (ou seja, com uma valorização superior a 18%) à Fundação Fridriech Ebert.

Leia a notícia completa no Público (acesso pago)

Consórcio da Sacyr-DST assegura concorrência ao troço Oiã-Soure

O consórcio da espanhola Sacyr e das portuguesas DST e Alberto Couto Alves (ACA) vai estar na corrida ao segundo troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto, entre Oiã e Soure. José Teixeira, presidente da DST, garante que o agrupamento que integra “vai apresentar proposta”, numa altura em que falta um mês para terminar o prazo para a entrega de propostas no concurso lançado com um preço-base de 1,6 mil milhões de euros. “O preço-base foi melhor e para já não tenho indicações que o preço-base não chegue”, acrescentou. Isto significa que o consórcio liderado pela Mota-Engil, que integra outras seis construtoras portuguesas – o grupo Manuel Couto Alves, a Teixeira Duarte, a Casais, a Alves Ribeiro, a Conduril e a Gabriel Couto – irá ter concorrência na corrida a esta parceria público-privada (PPP).

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

Famílias com dificuldades em retomar o crédito habitação: “Percentagem pode ser significativa”

Termina esta segunda-feira a moratória ao crédito à habitação anunciada pelo Governo para as pessoas afetadas pelo “comboio” de tempestades que assolou o país no início do ano, que permitiu pedir o adiamento do pagamento do empréstimo por 90 dias. Contudo, a Deco Proteste avisa que, embora não haja dados oficiais, é provável que a percentagem de famílias com dificuldades em retomar as prestações seja “significativa”. “Há muitas empresas que ainda não conseguiram retomar a sua atividade ou que o estão a fazer de forma limitada, o que tem implicações nos rendimentos das famílias”, sublinha Nuno Rico, especialista em assuntos financeiros da associação de apoio ao consumidor. Considerando que os três meses definidos como prazo da moratória são curtos, a Deco Proteste alerta que, no final, haverá um custo adicional nos contratos, uma vez que o capital em dívida continua a acumular juros.

Leia a notícia completa na Rádio Renascença (acesso livre)

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