Kristin: Cheque para a região de Leiria já supera os 1,9 mil milhões
Entre apoios do Estado, dinheiro de seguradoras, isenções de impostos e outras tranches, chegaram quase 2.000 milhões ao terreno, sintetiza Paulo Fernandes, presidente da estrutura de missão.

Numa região onde as empresas, famílias e setor público sofreram um impacto superior a 5,3 mil milhões de euros com o “comboio de tempestades”, do qual a força motriz foi a depressão Kristin, muitos dos apoios tardam em chegar aos lesados, mas já há mais de 1,9 mil milhões de euros investidos por diversas fontes, conta ao ECO/Local Online o presidente da Estrutura de Missão – Reconstrução da Região Centro do País.
“Estamos muito próximos dois mil milhões de euros ao valor do total dos apoios” pagos, diz Paulo Fernandes. O ex-autarca do Fundão, investido pelo Governo para coordenar a resposta pública à recuperação, pormenoriza os valores, que incluem 400 milhões de euros de pagamentos pagos pelos seguros, após serem ativadas 200 mil apólices.
"Já dissemos várias vezes ‘número recorde’. Quando atingimos 100 mil, chegámos a ter esse tipo de discurso, estamos nas 200 mil e não sei se neste momento podemos estabilizar o discurso. Foi, de certa forma, surpreendente, no período pós-Páscoa, [quando] apareceu ainda um número muito significativo [de ativações]. Nas conversas com as seguradoras, associamos às pessoas que tenham vindo de férias ou alguma emigração que tenha chegado e tratou de acionar os processos de seguros.”
Neste capítulo dos seguros, há um descuramento de proteção constatada pela estrutura de missão, e que Paulo Fernandes entende poder vir a ser colmatada futuramente com apólices comunitárias, de modo a não se repetir a fraca incidência de seguros verificada em Leiria.
Nas linhas de crédito “há 1,7 mil milhões de euros de procura e há mil milhões que estão contratados”, diz o ex-autarca do Fundão. Nas medidas de apoio ao emprego – isenção dos 23,75% de Segurança Social e dois salários mínimos de apoio direto aos trabalhadores e colaboradores das empresas -, estas, “combinadas têm tido uma relevância enorme”, e já atingem 400 milhões.
“Temos quase 350 milhões de euros na Segurança Social, um número brutal, apanhando já um universo de 98 mil colaboradores, e da parte do IEFP temos um valor estimado de 55 milhões de euros, apanhando um universo de mais de 15 mil trabalhadores”, reforça Paulo Fernandes.
Além deste somatório de 1,8 mil milhões de euros, acrescem os 30 milhões de euros pagos pelo Ministério do Ambiente e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) após os danos nos rios. A tudo isto junta-se o programa de apoio à reconstrução com cheques de 5.000 ou 10.000 euros, “que está próximo já dos 12 milhões de euros” e apoio agrícola até 10 mil euros, que já superou três milhões de euros e ainda os 75 milhões de euros de adiantamentos às câmaras.
Esta dotação, segundo apurou o ECO/Local Online junto da Comunidade Intermunicipal de Leiria, chegou às câmaras na semana passada.
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