NATO pondera fim das cimeiras anuais para não agravar tensões com EUA

  • eRadar
  • 27 Abril 2026

A NATO está a considerar pôr fim à sua prática de organizar cimeiras anuais, medida pensada para evitar um agravamento das relações com os EUA.

A NATO está a considerar pôr fim à sua prática de organizar cimeiras anuais, numa medida pensada para evitar um encontro que agravasse as relações com os EUA, nomeadamente com Donald Trump, segundo um alto funcionário europeu e cinco diplomatas da Aliança Atlântica relataram à Reuters.

“É melhor ter menos cimeiras do que cimeiras desconstrutivas. De qualquer forma, temos muito trabalho pela frente, sabemos o que temos que fazer”, disse um diplomata sob condição de anonimato, citado pela agência noticiosa.

Com a pressão que a Administração Trump tem feito aos aliados da NATO para apoiarem o país no conflito com o Irão — através do envio de de navios de guerra ou outras capacidades militares da Europa —, aliada à decisão dos Chefes de Estado e de Governo europeus, que recusam aderir ao bloqueio imposto por Donald Trump, começou a ser discutida a possibilidade de diminuir a frequência das cimeiras da aliança militar.

A frequência das cimeiras da Organização do Tratado do Atlântico Norte tem variado ao longo dos seus 77 anos de história, mas desde 2021 que os líderes da aliança se reúnem todos os verões. A próxima cimeira decorrerá a 7 e 8 de julho em Ancara, na Turquia.

Tensão na NATO continua a agravar-se

A relação entre os Estados Unidos e o Velho Continente tem sido marcada por divergências nas decisões em relação ao conflito no Médio Oriente, havendo quem questione o compromisso dos EUA com a histórica aliança de defesa, como é o caso do primeiro-ministro polaco Donald Tusk.

Este mês, com base em cinco fontes familiarizadas com o processo, a Reuters noticiou que a entrega de equipamento militar norte-americano para a Europa deverá sofrer atrasos, inclusive o de equipamento já encomendado.

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