Governo quer rádios como “agentes de comunicação” durante crises e ponderou canal próprio
Executivo vai apostar num "instrumento de coordenação" para trabalhar com as emissoras de rádio de modo a reforçar a sua capacidade "de se tornarem agentes de comunicação em cenários de crises.
O Governo quer que as emissoras de rádio se tornem “agentes de comunicação em crise”, pelo que irá apostar num instrumento de coordenação futura para ativar em caso de emergências. Contudo, chegou a estar em cima da mesa a criação de um canal próprio.
A informação foi revelada esta terça-feira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante a apresentação do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, conhecido pela sigla PTRR – um plano com um envelope financeiro de 22,6 mil milhões de euros e um horizonte temporal que se estende até 2034.
“Devo confessar que chegámos a ponderar a criação de um canal próprio”, afirmou o primeiro-ministro. No entanto, a intenção ficou pelo caminho por o Executivo concluir que “as emissoras de rádio têm potencial suficiente, o know-how e a sensibilização suficientes para poderem elas próprias serem hoje detentoras dessa capacidade”.
Para isso, segundo Montenegro, o Governo vai apostar num “instrumento de cooperação e coordenação” para trabalhar com as emissoras de modo a reforçar a sua capacidade “de se tornarem agentes de comunicação em crise”.
O calendário para execução da medida não foi, contudo, revelado. Insere-se no pilar “responder” do “plano para reconstruir e recuperar os danos causados pelas tempestades do início de 2026” e que “prepara o país para enfrentar eventos climáticos e outros riscos extremos”, ao mesmo tempo que melhora “a capacidade de resposta de emergência e apoio à comunidade nesses momentos”.
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