Jardim Gonçalves vai lançar vinhos nas “Américas”

O antigo banqueiro Jardim Gonçalves também tem negócios no mundo da viticultura em Colares. Prepara-se agora para conquistar os consumidores na América Central e do Norte.

Depois de investir no turismo rural em Mondim da Beira, o fundador do Banco Comercial Português (BCP) Jardim Gonçalves prepara-se agora para internacionalizar os seus vinhos Infinitude e conquistar os consumidores dos Estados Unidos, ⁠Canadá e Honduras. Com posicionamento consolidado no mercado nacional e uma faturação de 150 mil euros em 2025, a marca deverá vender, anualmente, 40.000 garrafas, assim como atingir os 250 mil euros a médio prazo e 400 mil euros a longo prazo.

Fundado em 2017, o projeto vínico Infinitude resulta do legado da família Jardim Gonçalves e da tradição vitivinícola dos Osório de Vasconcelos. “Este projeto nasce de uma base muito sólida: um legado familiar forte e uma visão clara. O crescimento que temos vindo a alcançar confirma que estamos preparados para dar o próximo passo e afirmar a marca além-fronteiras”, avança João Lino, diretor geral e enólogo da Infinitude.

É um dos projetos vínicos emergentes mais dinâmicos.

João Lino

Enólogo e diretor geral da Infinitude

Este novo ciclo de expansão da marca fora de portas, “apoiado em parcerias estratégicas e presença em eventos do setor”, surge depois do reforço do posicionamento das referências da Infinitude em Portugal a par do aumento das vendas.

Segundo João Lino, o crescimento da marca mantém-se em 2026, “com 4.500 garrafas vendidas apenas no primeiro trimestre”, refletindo uma trajetória sólida que combina herança, estratégia e visão de longo prazo.

O diretor geral da Infinitude não tem dúvidas de que este “é um dos projetos vínicos emergentes mais dinâmicos” do país, uma vez que conseguiu quadruplicar as 4.000 garrafas vendidas em 2024, para 16.000 em 2025.

João Lino, enólogo e diretor geral do projeto vínico Infinitude, de Jardim Gonçalves.27 abril, 2026

Nos últimos dois anos, a empresa investiu mais de 100 mil euros no projeto vinícola, entre adega, desenvolvimento de gamas e enoturismo. “A aposta em experiências na Quinta da Azenha, em Colares, tem sido central na estratégia de aproximação ao consumidor, criando uma ligação direta entre a marca, o território e o público”, nota o enólogo.

“Num setor altamente competitivo, a Infinitude distingue-se pela sua abordagem contemporânea, ancorada num terroir único e numa narrativa autêntica com um portefólio que inclui referências como Branco, Rosé, Tinto, Semillon, Pinot Noir, Merlot e Legado, bem como a gama Indie e vinhos de Colares com castas históricas como Malvasia e Ramisco”, detalha João Lino.

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