Lucro do banco polaco do BCP aumentou 68% para 71,2 milhões no primeiro trimestre

Resultados do Bank Millennium continuam “condicionados pelos encargos relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços” e pela contribuição sobre o setor bancário.

O Bank Millennium na Polónia, controlado pelo português BCP, obteve no primeiro trimestre um resultado líquido de 301 milhões de zlótis (71,2 milhões de euros), o que representa um crescimento homólogo de 68%, anunciou ao mercado esta terça-feira a instituição liderada por Miguel Maya.

O BCP sublinha que os resultados do Bank Millennium continuam “condicionados pelos encargos relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços”, ainda que estes tenham tido uma redução de 61% face ao primeiro trimestre de 2025. Em causa estão as provisões de 50,1 milhões de euros (212 milhões de zlótis) para o risco legal dos créditos denominados em francos suíços.

A pesar nas contas estiveram também os custos com a contribuição sobre o setor bancário. “O resultado líquido ajustado de itens específicos (relacionados maioritariamente com encargos relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços) registou uma redução de 28% face aos primeiros três meses de 2025, tendo sido influenciado pelo aumento das contribuições para o Banking Guarantee Fund (BFG) e pelo aumento da taxa de imposto aplicada sobre o setor bancário”, lê-se no comunicado enviado ao mercado.

Os custos operacionais aumentaram 12% em termos homólogos. Excluindo as contribuições regulatórias relacionadas com contribuições para o Banking Guarantee Fund, a variação dos custos operacionais foi de 10%. E as comissões líquidas aumentaram na mesma proporção (12%).

Quanto à margem financeira, caiu 2%, “influenciada pela redução de cerca de 200 p.b. da taxa média da Wibor 3 meses registada face ao primeiro trimestre de 2025”, explica o banco, precisando que este trimestre a taxa se fixou em 3,65%.

No comunicado ao mercado, o BCP revela ainda que o seu banco na Polónia conquistou mais 150 mil clientes particulares (um aumento de 5%), tendo terminado o primeiro trimestre com uma carteira de 3,3 milhões de clientes ativos. Mas se os depósitos de particulares aumentaram 13%, em termos homólogos, o crédito desceu 2%, reflexo da “redução da carteira de crédito hipotecário”.

Já ao nível das empresas, o crédito aumentou em 27% face ao período homólogo e os depósitos aumentaram 13%. Este desempenho levou a um aumento de 5% da carteira de crédito, ainda que tenha havido um crescimento na nova produção de crédito hipotecário denominado em PLN. “A nova produção de crédito no segmento de empresas aumentou 107%, em termos homólogos”, lê-se no comunicado.

“A nova produção de crédito hipotecário denominado em zlótis, aumentou para 2,2 mil milhões de zlótis (0,5 mil milhões de euros)”, ou seja, mais 79% em termos homólogos, “atingindo uma quota de mercado de 7,7%”, detalha o banco.

O banco revela ainda que o rácio de crédito com imparidade (Stage 3) voltou a descer: “fixou-se em 3,7% no primeiro trimestre de 2026 que compara com 4,5% no primeiro trimestre de 2025”, e o custo do risco manteve-se nos mesmos 45 p.b.. Já o rácio de empréstimos face aos depósitos situou-se em 58%, o que compara com os 62,4% do trimestre homólogo.

(Notícia atualizada com mais informação)

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