Lucros do Abanca descem 6% para 207,5 milhões no arranque do ano
Resultado líquido baixou cerca de 6% no arranque do ano, apesar de o crédito a famílias e empresas ter aumentado 4% e os recursos a clientes terem crescido 5,2%.
O galego Abanca fechou o primeiro trimestre do ano com um resultado líquido de 207,5 milhões de euros, um resultado que fica ligeiramente abaixo dos 220 milhões de euros reportados em igual período do ano passado, pressionado pela descida das taxas de juro. Em Portugal, o benefício atribuído subiu 21% para 25,7 milhões, com o volume de negócios a situar-se em 20,4 mil milhões.
Em comunicado, o banco destaca que “a contribuição da margem financeira proveniente do negócio com clientes continuou o seu caminho de crescimento, com um aumento em volume, compensando a forte descida das taxas de juro”.
“O banco continua a destacar-se pelo elevado dinamismo comercial, ganhando quota de mercado em todas as áreas de negócios”, realça o comunicado, acrescentando que o crédito a famílias e empresas aumentou 4%, enquanto os recursos a clientes cresceram 5,2%, atingindo 83.795 milhões de euros.
O banco captou mais de 37.000 novos clientes no primeiro trimestre do ano, um crescimento de 2% superior ao registado no mesmo período do ano anterior.
O volume de negócio cresceu 6,5% para 138 mil milhões de euros. A carteira de crédito a clientes atingiu os 54.332 milhões de euros, enquanto os recursos totais ascenderam a 83.795 milhões de euros, com o banco a destacar que a carteira de crédito em situação regular cresceu 9%, sendo maioritariamente composta por empresas e famílias (84%).
Na captação de recursos a clientes, 76% correspondem a depósitos (à ordem e a prazo) e 24% a recursos fora do balanço (fundos de investimento, pensões e seguros de poupança). Os depósitos de clientes superam os 63 mil milhões de euros, após um crescimento de 1,3%, com 94% dos depósitos detidas por famílias e empresas, maioritariamente com saldos inferiores a 100.000 euros.
No que diz respeito aos recursos fora de balanço, a instituição realça que estes recursos “continuam a crescer de forma expressiva, atingindo 20.519 milhões de euros no final do trimestre, um crescimento de 19,3% em termos homólogos”.
As receitas por prestação de serviços cresceram 21,6%, com evolução positiva em todas as componentes, enquanto as cobranças e pagamentos aumentaram 8,4%, complementados por um aumento de 18,6% em seguros de vida e 18,2% em recursos fora do balanço e seguros gerais.
O banco realça ainda que “mantém uma abordagem prudente na constituição de provisões, apesar dos seus elevados níveis de cobertura. O custo do risco permanece controlado, em 0,26%, com um rácio de incumprimento de 2,0% e um rácio de cobertura de crédito em incumprimento de 84,8%”.
Segundo o mesmo comunicado, “o crédito em incumprimento diminuiu 16,4% em termos homólogos, enquanto os ativos adjudicados recuaram 14,2%. O rácio NPL (non performing loans) situa-se nos 2,0%, com níveis semelhantes entre Espanha e Portugal, que apresentaram 1,9% e 2,2%, respetivamente.
Portugal dá contributo positivo
A atividade em Portugal registou uma evolução positiva, no primeiro trimestre, com o banco a ganhar mais 21,2% para 25,7 milhões de euros, segundo os indicadores relativos ao Abanca Portugal, divulgados pelo banco.

A margem bruta subiu 10,2% para 87,4 milhões de euros. O crédito a clientes fixou-se em 8.665 milhões de euros e os depósitos de clientes em 8.899 milhões, ao passo que os recursos fora do balanço atingiram 2.881 milhões de euros.
Já a margem de juros desceu 1,5% para 61,5 milhões de euros.
(Notícia atualizada)
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