Tem tudo pronto? Saiba como preparar-se para um apagão

Lanternas, rádios a pilhas, medicamentos e alimentos são essenciais — mas não chegam. Ter um plano de emergência familiar pode fazer a diferença. Saiba como preparar-se para um apagão.

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  • Um ano após o apagão que afetou Portugal e Espanha, a Deco Proteste alerta para a necessidade de um kit de emergência para futuras crises.
  • O kit deve incluir alimentos não perecíveis, água, um rádio a pilhas e um estojo de primeiros socorros, sendo essencial a sua revisão periódica.
  • Preparar-se adequadamente pode mitigar os impactos de apagões e catástrofes naturais, garantindo segurança e autonomia em momentos críticos.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

Um ano depois do apagão que deixou Portugal e Espanha às escuras durante várias horas, cresce o alerta para a necessidade de preparação perante uma eventual repetição do cenário. Entre as principais recomendações está a criação de um “kit de emergência”, capaz de garantir autonomia durante, pelo menos, três dias, segundo a Deco Proteste.

O primeiro passo passa por escolher uma mochila de material resistente, onde devem ser guardados alimentos e bebidas suficientes para esse período. A prioridade deve ser dada a produtos que não exijam confeção. É também aconselhável evitar alimentos muito salgados, para reduzir a necessidade de ingestão de água — um recurso que pode tornar-se escasso em cenários adversos.

A mochila deve incluir:

  • Garrafas de água, géis energéticos (como os usados em atividades desportivas), bolachas, chocolates, alimentos enlatados (atum, salsichas e leguminosas) papas de bebé (quando aplicável) e comida para os animais de estimação;
  • Fogão a gás para campismo;
  • Apito, para sinalização em caso de emergência;
  • Manta de térmica;
  • Canivete multifunções e isqueiro;
  • Alguns metros de corda (preferencialmente paracord, leve e resistente);
  • Rádio a pilhas, essencial para acompanhar comunicações oficiais;
  • Powerbank para carregamento de dispositivos eletrónicos;
  • Lanterna a pilhas e pilhas de substituição;
  • Relógio que não precise de ser carregado na corrente. O mais provável é não haver eletricidade em caso de catástrofe natural;
  • Comprimidos de purificação de água;
  • Dinheiro (notas e moedas);
  • Cópia Dos documentos de identificação de toda a família;

O segundo passo é incluir na mochila um estojo de primeiros socorros e alguns objetos de segurança. O kit de primeiros socorros deve incluir:

  • Compressas, ligaduras, luvas descartáveis, pensos rápidos, adesivos, tesoura, pinça, agulhas e alfinete-de-dama;
  • Antisséptico (como iodopovidona) e soro fisiológico;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios (como paracetamol ou ibuprofeno);
  • Antidiarreico;
  • Termómetro e lenços de papel;
  • Embalagem extra dos medicamentos de toma regular (por exemplo, para a hipertensão, diabetes, etc.);
  • Máscaras cirúrgicas (três ou quatro unidades por membro da família).

    Os animais de companhia também devem ter o seu próprio kit de emergência, incluindo:

  • Ração e água para vários dias, armazenadas em recipientes herméticos;
  • Uma ou duas tigelas;
  • Coleira com identificação (nome do animal, contacto do tutor e chip eletrónico registado) trela ou peitoral;
  • Caixa transportadora adequada (e caixa de areia, no caso de gatos), mantidas em local acessível
  • Cópia dos documentos do animal (boletim de vacinas, número do microchip e registo no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC);
  • Contactos de emergência, como o veterinário;
  • Medicamentos que o animal tome;
  • Manta ou objeto familiar, para ajudar a reduzir o stresse;
  • Sacos higiénicos, um resguardo ou papel de jornal e toalhitas húmidas.

Para além do kit, é importante definir um plano de emergência familiar que permita garantir uma resposta coordenada em caso de separação dos membros da família. Este plano deve incluir a definição de um ponto de encontro fora de casa, a existência de um contacto de emergência comum, como um familiar fora da área de residência, e a garantia de que todos os elementos da família sabem onde se encontra o kit de emergência e como o utilizar.

Kit de emergência deve ser revisto a cada seis meses

A revisão do kit deve ser feita de forma periódica, idealmente a cada seis meses, garantindo a sua eficácia em situações reais. É importante verificar o estado das pilhas e baterias, assegurando o funcionamento de lanternas e rádios. As powerbanks devem também ser testadas, já que podem perder capacidade com o tempo. Cabos e carregadores devem ser revistos para garantir compatibilidade e funcionamento.

No caso da água e dos alimentos, além do prazo de validade, deve observar-se o estado das embalagens. Garrafas devem estar bem seladas e latas não devem apresentar ferrugem, inchaço ou danos.

Os medicamentos e o estojo de primeiros socorros exigem especial atenção, tanto ao nível da validade como das condições de armazenamento. Produtos de higiene pessoal também devem ser verificados, uma vez que podem perder eficácia.

Por fim, recomenda-se a atualização de documentos e contactos de emergência incluídos no kit, bem como a verificação de outros itens, como roupa ou mantas, assegurando que continuam adequados à estação do ano.

A mochila de emergência deve ficar guardada num local de fácil acesso, preferencialmente, perto da saída de casa e a sua localização deve ser do conhecimento de toda a família. A mochila deve ser atualizada com regularidade de modo a manter os alimentos e medicamentos dentro dos prazos de validade e conseguir fazer a substituição sempre que necessário. A substituição atempada dos itens permite que o kit permaneça funcional e preparado para qualquer eventualidade.

O que fazer durante um apagão?

Durante um apagão, a prioridade é manter-se informado através de fontes fiáveis. Sempre que possível, deve utilizar-se um rádio a pilhas, já que redes sociais e aplicações de mensagens podem difundir informação incorreta.

Em casa, é aconselhável desligar da tomada os aparelhos não essenciais, para evitar danos quando a eletricidade for restabelecida. O frigorífico e o congelador devem permanecer fechados, abrindo apenas quando necessário, para preservar os alimentos.

A segurança alimentar é outro ponto crítico. Em caso de dúvida sobre o estado dos alimentos, a Deco Proteste recomenda que deve prevalecer a prudência. Após cerca de 12 horas sem energia, é preferível optar por alimentos não perecíveis, como conservas.

A bateria do telemóvel deve ser gerida com cuidado: reduzir o uso ao essencial e ativar dados móveis apenas quando necessário. As powerbanks devem ser usadas de forma racional.

As deslocações devem ser limitadas ao indispensável. Na estrada, é necessário redobrar a atenção, já que semáforos e outros sistemas podem estar inoperacionais. No caso de veículos elétricos, pode ser mais prudente evitar a sua utilização.

Situações como apagões ou catástrofes naturais podem surgir de forma inesperada, mas a preparação prévia permite mitigar os seus impactos. De acordo com a Deco Proteste, ter um kit de emergência funcional e adaptado à realidade de cada família é um passo essencial para garantir segurança, autonomia e tranquilidade em momentos de crise.

Ainda assim, tão importante como a preparação é a forma de atuação: manter a calma, seguir informações oficiais, gerir recursos de forma consciente e adotar comportamentos seguros dentro e fora de casa.

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