Mercado de trabalho estável. Desemprego não mexe entre fevereiro e março
Taxa de desemprego situou-se em 5,8% em março, valor idêntico ao de fevereiro e inferior ao registado há um ano. Já a população empregada aumentou, superando a fasquia dos 5,3 milhões de pessoas.
O mercado de trabalho português continua a dar sinais de estabilidade. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego não mexeu entre fevereiro e março, e até recuou face ao terceiro mês do ano passado. Já a população empregada voltou a crescer, depois de ter encolhido em cadeia em fevereiro.
“A taxa de desemprego situou-se em 5,8%, valor igual ao de fevereiro de 2026, e inferior em 0,5 pontos percentuais ao de março de 2025″, informa o gabinete de estatísticas, numa nota divulgada esta manhã. No total, em março, havia 328,4 mil pessoas sem emprego em Portugal.

Olhando especificamente para os mais jovens, o INE dá conta que em março a taxa de desemprego neste grupo populacional foi de 18,1%, ainda muito acima da taxa de desemprego global, mas o valor mais baixo desde outubro de 2022.
Apesar dos sinais de estabilidade gerais, o mercado de trabalho continua a ter no desemprego jovem uma das suas “entorses”, nas palavras da ministra da tutela, Maria do Rosário Palma Ramalho, que tem também usado essas estatísticas para justificar a reforma da lei do trabalho em curso. O argumento do Governo é o de que, com legislação mais flexível, a entrada dos jovens no ativo será mais fácil, atenuando-se o desemprego nesta faixa etária.
Por outro lado, em março, a população empregada cresceu tanto em cadeia (0,1%), como em termos homólogos (2,2%), superando-se, assim, a fasquia das 5,3 milhões de pessoas com um posto de trabalho em Portugal.
Ora, com esta evolução do emprego e do desemprego, a população ativa aumentou face a fevereiro (0,1%) e em comparação com o mesmo mês de 2025 (1,7%), abrangendo agora mais de 5,6 milhões de pessoas.

Já a população inativa diminuiu face ao mês anterior (0,1%) e ao mesmo mês do ano passado (1,7%), totalizando 2,4 milhões de pessoas.
A isto, o INE acrescenta que em março a taxa de subutilização do trabalho foi de 9,8%, o mesmo valor do mês anterior e inferior em 0,9 pontos percentuais ao do mesmo mês de 2025.
A subutilização do trabalho, convém explicar, é um indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego.
(Notícia atualizada às 11h19)
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