Pedro Pereira Gonçalves deixa liderança da empresa de vinhos do grupo Mello

Gestor deixa aos acionistas um negócio de vinhos que fatura 25 milhões e presente nas regiões do Alentejo, Lisboa, Douro e Verdes. Luís Brito de Goes assume função de CEO interino do Grupo WineStone.

Após mais de uma década na Ravasqueira, em que trabalhou de perto com a família José de Mello, Pedro Pereira Gonçalves acaba de sair do cargo de CEO do grupo WineStone, que ocupava desde a criação da holding em 2023, deixando também de ser administrador em todas as sociedades participadas.

O anúncio foi feito na rede social Linkedin, em que o gestor destacou o trabalho de integração de diversas propriedades e marcas na WineStone – Quinta de Pancas, Quinta do Retiro Novo, Krohn, Quinta do Côtto e Paço de Teixeiró –, sublinhando que deixa aos acionistas um negócio que faturou 25 milhões de euros em 2025 e teve “o melhor primeiro trimestre de sempre” no arranque deste ano.

Questionada sobre esta saída, fonte oficial da WineStone respondeu que “no contexto da evolução da estrutura organizacional do grupo, foi decidido promover alterações na liderança executiva”. Confirmou a saída de Pedro Pereira Gonçalves, a quem “agradece o contributo prestado no exercício das suas funções” e deseja “felicidades pessoais e profissionais”.

“Enquanto se concretizam os próximos passos de organização, Luís Brito de Goes assumirá as funções de CEO interino do Grupo WineStone, com o apoio da restante comissão executiva composta por Vasco Rosa Santos (COO) e Miguel Carneiro Pacheco (CFO)”, esclarece numa nota enviada ao ECO.

O grupo de vinhos, que emprega perto de 110 pessoas e está a investir 15 milhões de euros num novo centro logístico e de engarrafamento em Vendas Novas, sublinha que “inicia agora uma nova fase do seu desenvolvimento, após um ciclo de consolidação e integração das quintas e das marcas no seu portefólio”.

“O foco mantém-se na execução da estratégia de crescimento sustentado, reforço da competitividade e aceleração da presença em mercados internacionais, assente na qualidade, na consistência operacional e no reforço de um posicionamento premium — incluindo projetos estruturantes de eficiência e escala, como o desenvolvimento do hub logístico e de engarrafamento, que suporta esta ambição”, acrescenta.

Entre os ativos desta holding estão a Ravasqueira – na esfera da família Mello há 80 anos, no Alentejo – e as Quintas do Côtto, do Retiro Novo e de Paço de Teixeiró, bem como a marca Krohn, conhecida pelos vinhos do Porto. Atualmente, está presente nas regiões do Alentejo, Lisboa, Douro e Vinhos Verdes.

A subsidiária da José de Mello, que se organizou nesta holding em outubro de 2023 e que vende vinhos para mais de 30 mercados internacionais, desenhou um plano estratégico até 2030 que prevê atingir um volume de exportações superior a 60%.

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