Taxa dos Certificados de Aforro sobe para 2,195% em maio
A remuneração base dos Certificados de Aforro volta a crescer em maio, fixando-se em 2,195%, e consolida a aposta das famílias num produto de poupança que acumula já mais de 41 mil milhões de euros.
Os Certificados de Aforro vão voltar a pagar mais às famílias que subscreverem estes títulos de dívida em maio: a taxa de juro base fixa-se em 2,195%, o que representa um aumento de 5,66 pontos base face aos 2,138% em vigor nas subscrições realizadas em abril, depois do salto de 12,6 pontos base registado no mês anterior.
Num contexto de juros ainda contidos nos depósitos bancários, a nova subida volta a dar fôlego a um dos produtos de poupança mais procurados pelos portugueses e coloca a remuneração de entrada no valor mais elevado do último ano.
Por trás deste movimento está a subida da Euribor a três meses, o indexante que serve de referência à remuneração da Série F, que nos dez dias úteis usados no apuramento da taxa oscilou entre 2,16% e 2,24%.
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Na série atualmente em comercialização (Série F), a remuneração dos Certificados de Aforro resulta da soma da taxa base com um prémio de permanência, sendo a taxa base determinada no antepenúltimo dia útil de cada mês para vigorar no mês seguinte.
Essa taxa corresponde à média aritmética da Euribor a três meses observada nos dez dias úteis anteriores, arredondada à terceira casa decimal, e não pode ultrapassar 2,5% nem descer abaixo de 0%.
Ao longo da vida do produto, os aforradores beneficiam ainda de prémios crescentes: 0,25% do segundo ao quinto ano, 0,50% do sexto ao nono, 1% no décimo e no décimo primeiro, 1,50% no décimo segundo e no décimo terceiro e 1,75% nos dois últimos anos.
Os juros vencem trimestralmente, são capitalizados automaticamente líquidos de IRS, o prazo é de 15 anos e o resgate antecipado, total ou parcial, só pode ser pedido depois do primeiro vencimento de juros.
A subida da taxa base dos Certificados de Aforro chega numa altura em que a procura por estes instrumentos de dívida do Estado desenhados para o retalho continua a acelerar: em março, as famílias fizeram quase 280 milhões de euros de subscrições líquidas, naquele que foi o 18.º mês consecutivo de entradas líquidas positivas.
Com este reforço, o stock aplicado em Certificados de Aforro instrumento ultrapassou pela primeira vez os 41 mil milhões de euros em março, confirmando que, mesmo com taxas longe dos máximos de outros ciclos, os Certificados de Aforro continuam a ser um refúgio de segurança e rendimento para a poupança das famílias portuguesas.
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