Ucrânia aposta no setor privado para reforçar a sua defesa aérea
A Ucrânia criou um projeto para envolver o setor privado no seu sistema de defesa aérea. As empresas devem receber autorização do Ministério da Defesa para serem incorporadas na Força Aérea ucraniana.
A Ucrânia está a implementar um projeto piloto para envolver o setor privado no seu sistema de defesa aérea, permitindo as empresas de energia, comunicações e transportes protegerem as suas instalações dos ataques russos com drones. Segundo o Ministério de Defesa ucraniano, já se inscreveram no programa 20 empresas.
A Carmine Sky, uma das empresas do programa ucraniano, afirma que o equipamento de proteção implementado depende da necessidade de cada cliente. “É como uma cebola, feita de camadas”, disse Ruslan, um representante da empresa, citado pela Reuters. A Carmine Sky disponibiliza equipamentos de defesa aérea como drones intercetores e turrets automatizadas — plataformas que permitem a rotação de armas para localizar alvos.
“Estamos apenas a complementar o modelo tradicional de defesa aérea estatal, [que] tem um papel mais estratégico, enquanto nós atuamos localmente”, acrescentou o representante da Carmine Sky.
As empresas privadas deste programa devem receber autorização do Ministério da Defesa antes de iniciarem as operações, sendo depois incorporadas no sistema de comando e controlo da Força Aérea ucraniana. “Os alvos e a decisão de abrir fogo são tomados exclusivamente por eles. Não podemos fazer isso sozinhos”, explicitou Ruslan.
O ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, destacou no mês passado alguns casos de sucesso que o programa tem tido, afirmando que alguns drones russos foram abatidos na região de Kharkiv por uma empresa privada não identificada, e que outra unidade privada abateu um drone Shahed.
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