Crescimento da economia estagna no primeiro trimestre
Em trimestre de tempestades e início da guerra no Irão, a economia portuguesa registou um crescimento nulo na comparação em cadeia. Face ao período homólogo, PIB avançou 2,3%.
O crescimento da economia portuguesa acelerou para 2,3% no primeiro trimestre face a igual período do ano passado, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, o cenário é mais adverso quando comparado com a reta final do ano passado, com o Produto Interno Bruto (PIB) a estagnar nos três meses marcados pelo comboio de tempestades e pelo início da guerra no Irão.
Os dados ficam no intervalo das estimativas dos economistas consultados pelo ECO, que apontavam para um crescimento homólogo entre 1,9% e 2,5% e em cadeia entre -0,3% e 0,3%, com a maioria das instituições a esperar uma taxa de variação nula.
Segundo a estimativa rápida do INE, na comparação em cadeia, a economia registou precisamente uma variação nula nos primeiros três meses do ano, após um crescimento de 0,9% no trimestre anterior. Um desempenho influenciado sobretudo pelo contributo da procura externa líquida, que passou a negativo, refletindo uma recuperação das importações de bens e serviços mais significativa que das exportações de bens e serviços.
No entanto, apesar da generalidade dos economistas projetar um travão da procura interna, os dados do INE revelam, que por outro lado, o seu contributo passou a positivo, já que a aceleração “expressiva” do investimento, compensou o abrandamento do consumo privado.

Já na comparação face ao período homólogo, o crescimento acelerou para 2,3%, após ter aumentado 1,9% no trimestre precedente. A explicar parte deste comportamento está o aumento do contributo positivo da procura interna, puxado pelo investimento, cujo crescimento acelerou.
No sentido contrário, a procura externa líquida registou um contributo mais negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada das importações de bens e serviços que das exportações de bens e serviços. De acordo com os dados divulgados na quarta-feira pelo INE, as vendas de bens ao exterior caíram 6,4% no primeiro trimestre deste ano em termos homólogos, enquanto as importações aumentaram 2,6%.
Os dados do organismo de estatística nacional ainda não revelam os detalhes sobre os contributos de cada componente para o desempenho da economia, mas este ano é o último ano do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo esperado um acelerar do investimento associado à sua execução.
(Notícia atualizada às 10h05)
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