Fitch e Moody’s sobem rating do Novobanco após compra pelo BPCE
As agências justificam mexida com a robustez do novo dono, que reforça a segurança do banco português perante credores.
No dia em que ficou fechada a compra do Novobanco por parte do grupo francês BPCE, a Fitch não perdeu tempo e subiu em dois níveis a notação de risco do banco português, refletindo uma perceção de maior segurança da instituição. Horas depois, também a Moody’s anunciava a subida da notação em um nível.
A Fitch “melhorou o Long-Term Issuer Default Rating (IDR) do novobanco em dois níveis, de ‘BBB’ para ‘A-’, e aumentou igualmente o rating da sua dívida sénior preferencial de longo prazo, de ‘BBB’ para ‘A-’”, segundo comunicado do banco, divulgado esta quinta-feira, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Já a Moody’s, de acordo com nota enviada à CMVM, elevou o “rating da dívida sénior unsecured do novobanco em um nível, de Baa1 para A3, e a notação de rating dos depósitos de longo prazo, de A2 para A1″.
A decisão de rating da Fitch “surge na sequência da conclusão da aquisição de 100% do novobanco pela BPCE SA e reflete a perspetiva da agência de rating de que o novobanco passa agora a beneficiar, se necessário, de uma probabilidade muito elevada de apoio acionista, que possui um rating superior“, pode ler-se num comunicado do Novobanco.
Uma justificação idêntica foi avançada pela Moody’s, que também mudou o “outlook das notações de rating dos depósitos de longo prazo e da dívida sénior unsecured para estável, de positivo”. A notação de rating do “Adjusted Baseline Credit Assessment foi também
revista em alta de baa2 para baa1”.
A Moody’s destaca ainda a “melhoria do perfil de crédito standalone do novobanco, suportada por uma melhor qualidade dos ativos, níveis de capital elevados, rentabilidade resiliente e adequadas reservas de liquidez”.
“A Fitch assinala igualmente a expectativa de que o novobanco venha a ser gradualmente integrado no Groupe BPCE, beneficiando, ao longo do tempo, do perfil de financiamento e da experiência de negócio do grupo, mantendo simultaneamente independência operacional a nível local”, continua o mesmo documento, acrescentando que “a agência antecipa ainda que o capital e a liquidez possam ser mobilizados dentro do grupo, sustentando assim a sua avaliação quanto ao potencial apoio institucional”.
O BPCE formalizou esta quinta-feira a compra de 100% do capital do Novobanco, ficando com as participações que eram, até aqui, de Lone Star, Estado português e Fundo de Resolução, por 6,7 mil milhões de euros.
(Notícia atualizada às 20h45 com a nota sobre a Moody’s)
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