Governo aprova 60 milhões para desbloquear eletrificação da ferrovia até Beja
Conselho de Ministros aprova verba para a eletrificação do troço Casa Branca-Beja, que tinha perdido fundos europeus. Linha do Alentejo vai receber três das 22 novas automotoras da CP.
A eletrificação do troço Casa Branca-Beja tinha ficado apeada devido à falta de fundos europeus. O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira que foi aprovada em Conselho de Ministros uma verba de 60 milhões para permitir que a obra avance.
Em causa está a modernização, requalificação e eletrificação do troço Casa Branca–Beja na Linha do Alentejo, incluindo a instalação de sistemas de sinalização, controlo/comando e telecomunicações. Com 63,5 km, a linha passa nos municípios de Montemor-o-Novo, Évora, Viana do Alentejo, Alvito, Cuba e Beja.
A obra tinha uma dotação indicativa do Alentejo 2030 de 80,6 milhões de euros, mas foi revista em dezembro para 20 milhões de euros, devido ao “baixo grau de maturidade” do projeto e por os procedimentos estarem ainda “em fase de preparação”.
Em março de 2026, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, afirmou no Parlamento que o Governo estava a preparar uma resolução para aprovar a despesa, mantendo os 20 milhões do Alentejo 2030 e substituindo os 60 milhões retirados por verbas do Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.
Resolução essa que foi aprovada esta quinta-feira num Conselho de Ministros realizado na Ovibeja. “Decidimos desbloquear 60 milhões para este projeto”, anunciou o primeiro-ministro.
A empreitada será dividida em três fases: Casa Branca–Vila Nova da Baronia, Vila Nova da Baronia–Cuba e, por fim, Cuba–Beja, estando a conclusão prevista para 2032. Hugo Espírito Santo afirmou na mesma ocasião que o Governo está em conversações com a Comissão Europeia para que a ligação entre Casa Branca e Beja faça parte do “eixo de mobilidade militar”, levando a linha até à Base Aérea de Beja.
Esta não foi a única novidade. Luís Montenegro anunciou também a colocação na Linha do Alentejo de três das 22 automotoras bimodo adquiridas pela CP à Stadler, um investimento de 158 milhões. Entrarão ao serviço em janeiro, fevereiro e março de 2027. Por serem bimodo, “estão preparadas para operar enquanto não há eletrificação e depois de haver eletrificação”, explicou o chefe do Governo.
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