Governo cria empresa para gerir Água que Une. Macário Correia será o presidente

Primeiro-ministro anunciou uma nova unidade para gerir a água, no final do Conselho de Ministros realizado em Beja. Estratégia já tem mais de 1.500 milhões a serem executados, avançou Montenegro.

O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira uma nova estrutura autónoma, que irá coordenar e gerir a água em todo o país e que será liderada por José Macário Correia. A criação da Aqua SA para gerir e executar os projetos da estratégia “Água que Une”, que já tem 1.500 milhões de euros a serem executados, foi anunciada no final do Conselho de Ministros, que decorreu em Beja, e foi dedicado a medidas para o setor agroalimentar.

A falar aos jornalistas após o conselho de ministros realizado esta quinta-feira em Beja, Montenegro anunciou que o Executivo “aprovou o desenvolvimento da estratégia Água que Une, que é a gestão de todos os nossos recursos hídricos de Norte a Sul do país, direcionada para garantir que a água não falta nos sítios onde há mais possibilidade de isso acontecer”.

O Governo decidiu atribuir “a responsabilidade e competência para o seu desenvolvimento ao perímetro das Águas de Portugal, mas em particular a uma estrutura autónoma dentro desse perímetro, uma empresa, a Aqua SA que irá coordenar a implementação, a construção, o financiamento das infraestruturas previstas neste domínio“.

“Esta nova forma de gestão, que aproveita entidade que já existe, num perímetro que já existe, será liderada pelo engenheiro José Macário Correia“, anunciou, destacando “a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento” do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.

Montenegro destacou “a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento” do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.

Segundo informou, o Governo tem, neste momento, “1.500 milhões de euros a serem executados no âmbito da Água que Une, quer na sua vertente mais ligada à parte ambiental, de garantia de investimentos de barragens, de sistemas de abastecimentos, quer na parte diretamente ligada à agricultura”.

Em Portugal não temos falta de água, porque é um recurso que está à nossa disposição. O que temos tido é falta de capacidade para gerir esse recurso, de armazenar esse recurso, de ter os instrumentos e investimentos que permitem o seu aproveitamento, seja para o consumo das pessoas, seja atividades económicas – agricultura, turismo, comércio, indústria”, justificou.

O primeiro-ministro serviu-se ainda do exemplo do Alqueva, argumentando que “o Alentejo é um dos exemplos de que quando há capacidade de gestão, armazenamento, o desenvolvimento económico é possível e com ele muitos projetos de pessoas e famílias são também possíveis”. “O Alqueva é um magnífico projeto que está em desenvolvimento e corresponde a esta visão estratégica”, rematou.

(Notícia atualizada)

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