“IA não substitui educadores. Reforça o papel dos professores como mentores”, diz secretária de Estado
Secretária de Estado do Ensino Superior frisa também que ideia de que a aprendizagem acontece apenas uma vez e no início da vida está cada vez mais desalinhada, e as universidades têm de se adaptar.
A secretária de Estado do Ensino Superior defendeu esta quinta-feira que a Inteligência Artificial (IA) não vai substituir os professores, mas reforçar o seu papel enquanto “mentores pedagógicos”. Num debate sobre o futuro das universidades na Nova School of Business and Economics (Nova SBE), Cláudia Sarrico avisou que a transformação tecnológica em curso “é uma corrida” e “não podemos dar-nos ao luxo de ficar para trás”.
Na visão da responsável, quando bem usada, a IA pode mesmo ser um suporte ao pensamento crítico, à colaboração e até à criatividade, sendo que esta tecnologia já está a transformar a forma como o conhecimento é produzido e transmitido, assinalou a secretária de Estado.
“Não podemos assumir que já sabemos como integrar a Inteligência Artificial no ensino superior“, alertou Cláudia Sarrico, que apelou a que haja abertura para experimentar e avaliar como implementar esta tecnologia nas universidades.
Numa intervenção de cerca de dez minutos, a secretária de Estado do Ensino Superior deixou ainda o recado de que a ideia de que a aprendizagem acontece apenas uma vez e no início da vida de cada um está cada vez mais desalinhada com a realidade. “As pessoas vão precisar de aprender e desaprender ao longo da vida. As universidades terão de se adaptar“, realçou a responsável.
Cláudia Sarrico disse que, se as universidades pretenderem permanecer relevantes, terão de servir não apenas a próxima geração, mas todas as gerações, aludindo à necessidade de reforçar a formação ao longo da vida, por efeito da transformação do conhecimento e do próprio mercado de trabalho.
Esta intervenção da secretária de Estado do Ensino Superior aconteceu no âmbito de um debate que está a ter lugar na Nova SBE, em Carcavelos. Desde terça-feira que esta faculdade está a receber o Digital Data Design Institute da Harvard BusinssSchool para uma reflexão alargada sobre os principais desafios do ensino superior e para debater o futuro do setor, num contexto de rápida evolução tecnológica.
Esta visita está a culminar com o debate em curso esta manhã, uma sessão aberta ao público que “abordará não só a capacidade das universidades para acompanhar o ritmo acelerado da mudança tecnológica, mas também o papel dos campus enquanto espaços de experimentação e aprendizagem ativa”.
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