Inflação e custo de vida sobem, mas ainda sem alarme para Governo
Luís Montenegro mostra-se preocupado com a subida da inflação e do custo de vida, mas admite que, para já, não há motivos para alarme.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quinta-feira que o Governo sabe que a taxa de inflação subiu e que “o custo de vida está a aumentar”, o que é preocupante, mas “não é ainda motivo para alarme”.
À margem de uma visita à 42.ª Ovibeja, certame agropecuário que decorre em Beja e onde se realiza hoje a reunião do Conselho de Ministros, o chefe do Governo foi questionado pelos jornalistas sobre a subida da taxa da inflação, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a estimativa rápida divulgada pelo INE, a taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis. “Preocupados e apreensivos estamos todos, mas não é ainda motivo para alarme, não vale a pena estarmos a antecipar problemas que ainda podemos evitar”, afirmou.
Governo quer ligar por autoestrada Beja, Évora e Portalegre
O Luís Montenegro, assumiu ainda, horas antes, o compromisso do Governo em ligar por autoestrada Beja, Évora e Portalegre, para que o território “esteja mais próximo” e para “poder também competir” ao nível económico e empresarial.
“O objetivo é termos todas as capitais de distrito servidas e ligadas por autoestrada, é um compromisso, foi um compromisso que o Manuel Castro Almeida [ministro da Economia] assumiu e que vai cumprir connosco”, disse.
Luís Montenegro, que falava no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, distrito de Portalegre, onde o grupo Delta apresentou os últimos investimentos superiores a 20 milhões de euros para aumentar a capacidade da fábrica, recordou que já estão a ser desenvolvidos estudos para que Portalegre possa possuir ligação por autoestrada.
“Neste momento temos em procedimento o estudo para a ligação da autoestrada a Portalegre e estamos vislumbrar, quer a norte quer a sul, quer a ligação de Portalegre à A6 e quer a ligação de Portalegre à A23 e está já em execução a obra que ligará a A2 a Beja”, disse.
“Portanto, todas as capitais de distrito ficarão conectadas pela via rodoviária em formato autoestrada o que é um sinal significativo daquilo que são as condições que nós temos de dar ao território, para que ele esteja mais próximo, para que ele esteja naturalmente em igualdade de circunstâncias para poder também competir“, acrescentou.
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