Oficial. BPCE compra Novobanco por 6,7 mil milhões de euros, mais 200 milhões do que o estimado

Fechada compra das participações da Lone Star e também das que estavam nas mãos do Estado e do Fundo de Resolução. Franceses desembolsam um valor final fixado em 6,7 mil milhões de euros.

Os franceses do BPCE já são definitivamente os novos donos do Novobanco. O negócio foi fechado já esta quinta-feira e o valor final ficou fixado em 6,7 mil milhões de euros, 200 milhões acima do valor estimado inicialmente. Isto porque o valor final teve em linha de conta os últimos resultados do banco, e respeitando os múltiplos fixados anteriormente.

“De acordo com o definido no Memorando de Entendimento de junho de 2025 e nos subsequentes acordos de aquisição assinados em agosto e outubro de 2025, o preço final de aquisição a 31 de dezembro de 2025 foi fixado em 6,5 mil milhões de euros, com base no resultado líquido de 2025 de 828 milhões de euros, o que corresponde a um múltiplo dos lucros de 2025 de 7,85x. Com o aumento do capital próprio do Novobanco, decorrente da atividade dos primeiros quatro meses de 2026, a 30 de abril de 2026, o preço de aquisição totalizou 6,7 mil milhões“, pode ler-se num comunicado enviado esta quinta-feira à CMVM.

Segundo o Novobanco, “esta transação marca a conclusão, com sucesso, do processo de transformação plurianual do novobanco, apoiado pelos seus acionistas, colaboradores, clientes e restantes stakeholders relevantes, que resultou numa melhoria significativa do seu perfil financeiro, uma posição de capital robusta e um nível sustentável de rentabilidade, em linha com os bancos mais rentáveis da Europa”.

Com a formalização desta quinta-feira, o grupo BPCE fica com todo o capital do banco, depois de comprar as posições de 75% dos norte-americanos da Lone Star e das participações que estavam nas mãos do Estado e do Fundo de Resolução.

Com o negócio, veio também uma mudança nos estatutos e nos órgãos sociais do Novobanco. Do Conselho Geral e de Supervisão saem quatro pessoas que tinham sido escolhidas pelo acionista maioritário anterior e entram três escolhidas pelo BPCE, enquanto no Conselho de Administração Executivo há apenas uma mexida, numa posição-chave: no cargo de Chief Financial Officer, Benjamin Dickgiesser será substituído por Teresa Mora-Grenier.

Foi ainda anunciada uma mudança no revisor oficial de contas. A EY, responsável pela área desde 2017, dá agora lugar à PricewaterhouseCoopers & Associados.

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