Trabalhadores da Carristur em greve no sábado

  • Lusa
  • 30 Abril 2026

A paralisação de 12 horas está prevista entre as 07:30 e as 19:30 deste sábado e no seguinte, 9 de maio. Trabalhadores exigem um "aumento real dos salários”.

Trabalhadores da Carristur, empresa da transportadora Carris que presta serviços de turismo, cumprem no sábado uma greve de 12 horas, reivindicando um aumento salarial e a revisão do acordo de empresa. Segundo o pré-aviso do STRUP – Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, a paralisação está prevista entre as 07:30 e as 19:30 deste sábado e no seguinte, 9 de maio.

Entre as reivindicações, avançou Manuel Leal, do STRUP, em declarações à Lusa, estão “a exigência de um aumento real dos salários” e a “disponibilidade da administração para negociar” as propostas sindicais.

“Houve uma posição da parte da administração de não estar disponível para a negociação, limitou-se a apresentar a sua proposta e com a indicação de não estar disponível para a negociação das restantes matérias”, ligadas ao processo de revisão do acordo de empresa, explicou o dirigente sindical.

Em comunicado, a direção da organização sindical referiu que a administração da Carristur aceita a “evolução das 19 para as 20 anuidades e passar o seu valor unitário para 10 euros (traduzindo-se isto, num aumento de 52 cêntimos)”, bem como “clarificar a questão da majoração das férias”.

A melhoria na fórmula de cálculo da retribuição e a integração no acordo de empresa dos feriados dos trabalhadores das regiões autónomas também foram aceites, mas mantém-se a proposta apresentada numa anterior reunião quanto à matéria salarial e ao subsídio de refeição.

“Deve haver evolução na tabela salarial que se traduza num aumento real dos salários, no subsídio de refeição e evolução faseada para as 35 horas” de trabalho semanal, advogou o sindicato, acrescentando que, nestas matérias, “o administrador continua a dizer que a empresa não tem margem” para isso.

Embora a administração tenha afirmado que suspendia o processo de negociação até à realização da greve, o STRUP – Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações) expressou toda a sua disponibilidade “para se encontrarem as soluções que permitam a suspensão do pré-aviso de greve”.

“Está, pois, nas mãos da administração da Carristur criar as condições para, com abertura negocial, evitar a greve”, considerou a organização sindical. A Lusa tentou contactar a Carristur, mas não obteve resposta.

A Carristur, detida a 100% pela Carris – Companhia Carris de Ferro de Lisboa (operador de transportes públicos em Lisboa), presta serviços de turismo e formação, além do aluguer de elétricos históricos exclusivos em Lisboa, de barcos para cruzeiros no rio Tejo e de autocarros para todo o território nacional.

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