Turismo cresce em março com Norte a liderar e mais irlandeses e espanhóis
Setor registou 2,3 milhões de hóspedes no terceiro mês do ano e dormidas de 5,6 milhões, mostram os dados do INE. O aumento foi sustentado exclusivamente pela procura externa.
- O setor do alojamento turístico em março de 2026 registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas, com aumentos homólogos de 0,9% e 1,4%, segundo o INE.
- As dormidas de não residentes aumentaram 2,9%, com destaque para os turistas irlandeses e espanhóis, que registaram os maiores crescimentos, enquanto o mercado brasileiro teve uma queda de 7,0%.
- A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico subiu para 2,42 noites, refletindo uma tendência de aumento, especialmente nas regiões do Alentejo e Norte.
Em março de 2026, o setor do alojamento turístico registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 0,9% e 1,4%, respetivamente, segundo a estatística rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Estes resultados traduziram-se em 432,9 milhões de euros de proveitos totais e 319,2 milhões de euros de proveitos de aposento, uma subida de 6,6% e 5,9%, respetivamente.

O crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado externo: as dormidas de não residentes aumentaram 2,9% (-0,2% em fevereiro), atingindo quatro milhões, enquanto as dormidas de residentes recuaram 2,3% (após +2,6% em fevereiro), para 1,6 milhões.
Mais turistas irlandeses e espanhóis
Em março, os dez principais mercados emissores representaram 74,3% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com uma quota de 16,4%, tendo crescido 2,2% (-4,1% em fevereiro), interrompendo uma trajetória de sete meses consecutivos de queda.
O mercado alemão foi o segundo principal emissor (14,3% do total), mantendo a trajetória de crescimento, com um aumento de 9,2% (+1,0% em fevereiro). Seguiu-se o mercado norte-americano, na terceira posição (9,7%), que cresceu 5,1% (+5,4% em fevereiro).
Entre os dez principais mercados, destacaram-se o irlandês e espanhol, com os maiores aumentos (+16,2% e +14%, respetivamente), enquanto o maior decréscimo se registou no mercado brasileiro (-7,0%).
Norte lidera crescimento em março
Ainda segundo o INE, em março, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Norte (+8,5%) e no Alentejo (+7,2%). Em sentido contrário, o Oeste e Vale do Tejo e o Centro apresentaram os decréscimos mais acentuados (-15,7% e -8,1%, respetivamente).
A Grande Lisboa (27,8%), o Algarve (21,0%) e o Norte (19,1%) concentraram, em conjunto, 67,9% do total de dormidas.
As dormidas de residentes cresceram sobretudo no Alentejo (+3,9%) e no Algarve (+3,2%), enquanto o Centro e o Oeste e Vale do Tejo registaram os maiores decréscimos (-9,6% e -9,5%, respetivamente).
Já nas dormidas de não residentes, os maiores aumentos ocorreram no Alentejo (+13,5%) e no Norte (+12,0%), enquanto o maior decréscimo se registou no Oeste e Vale do Tejo (-21,6%).
Em março, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico fixou-se em 2,42 noites, refletindo um aumento de 0,4% (+0,5% em fevereiro). Os valores mais elevados mantiveram-se na Região Autónoma da Madeira (4,07 noites) e no Algarve (3,58 noites). Estas regiões, bem como a Região Autónoma dos Açores (2,89 noites), apresentaram valores superiores à média nacional.
Por outro lado, as estadas mais curtas ocorreram no Centro (1,67 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,71 noites). O Alentejo destacou-se pelo maior aumento deste indicador (+4,6%), atingindo 1,81 noites.
A estada média dos residentes aumentou para 1,77 noites (+0,7%), enquanto a dos não residentes diminuiu para 2,84 noites (-0,7%).
A Região Autónoma da Madeira manteve as estadas médias mais prolongadas, com 4,41 noites entre não residentes e 2,79 noites entre residentes.
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