Quase 240 mil idosos receberam complemento solidário em março
Há quase mais 24 mil idosos a receber o complemento solidário do que há um ano. Valor médio da prestação também subiu em março, totalizando 217 euros, de acordo com o boletim estatístico do GEP.
O complemento solidário para idosos (CSI) chegou a quase 240 mil beneficiários no terceiro mês do ano, de acordo com o boletim estatístico publicado pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho. A prestação média rondou os 217 euros, o que corresponde a um aumento de 7,1% face ao que tinha sido registado há um ano.
“Em março de 2026, existiam 239.771 beneficiários do CSI. Face ao mês anterior, registaram‐se mais 1.921 beneficiários, o que corresponde a um crescimento de 0,8%. Quando comparado com o mesmo período do ano anterior, observou‐se um acréscimo de 23.769 titulares, o equivalente a um crescimento de 11,0%“, é salientado.
Como nos meses anteriores, as mulheres representaram a maioria de titulares de CSI. “O número de mulheres que receberam o CSI foi de 156.089, o que representa 65,1% do total de beneficiários“, é frisado.
Já quanto ao valor médio da prestação mensal do CSI, os dados apontam para 217,43 euros em março de 2026, mais 7,1% do que no mesmo período do ano anterior.
Como o próprio nome indica, o CSI serve para complementar os outros rendimentos do beneficiário. Deste modo, são apurados, primeiro, os rendimentos do idoso, que, depois, são confrontados com o valor de referência. A diferença entre esses dois montantes corresponde ao valor da prestação que é paga pela Segurança Social.
No programa do Governo, está o objetivo de aumentar progressivamente o valor de referência do CSI até atingir os 870 euros em 2029 (neste momento, está em 670 euros). Na próxima legislatura, a meta é equiparar ao valor do salário mínimo nacional.
Além de mudar o valor de referência desta prestação, o Governo também alterou as regras em 2024, passando a excluir os rendimentos dos filhos do beneficiário cálculo deste apoio. Tal tem feito, por um lado, aumentar o universo de idosos abrangidos, e, por outro, subir os valores pagos pela Segurança Social.
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