Ventura garante que, se reforma laboral fosse votada agora, Chega seria contra

  • Lusa e ECO
  • 2 Maio 2026

Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou André Ventura.

O líder do Chega indicou que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura disse ter a expectativa de que o Governo recue nalgumas das propostas que apresentou, porque “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”.

“Portanto, neste momento não pode ter o nosso aval. Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou.

O presidente do Chega voltou a mostrar-se disponível para negociar este dossiê com o Governo e indicou algumas das suas reivindicações, como a descida da idade da reforma para os 65 anos.

O líder do Chega referiu também a greve geral convocada hoje pela CGTP para 03 de junho e considerou que “é o sinal e o sintoma do fracasso do Governo nestas negociações, que de forma intransigente e de forma até indiferente decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico, e é isso que faz falta, e é isso que as pessoas querem”.

E defendeu que “o país não se resolve com greves gerais, resolve-se com avanços, com decisão e com negociação”.

Operação Influencer: Chega vai propor comissão de inquérito no parlamento

O Chega vai propor a constituição na Assembleia da República de uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer para “verificação de atos de corrupção” no último Governo de António Costa. O anúncio foi feito pelo líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, depois de se ter reunido com os membros do seu “governo sombra”.

“O Chega vai, na segunda-feira, avançar com uma comissão de inquérito que procure escrutinar as influências indevidas sobre a exploração destes negócios, o uso de entidades externas indevidamente para a obtenção de benefícios privados ou de exercício de influência indevida, e também para a verificação de atos de corrupção no último Governo de António Costa”, afirmou.

André Ventura disse esperar que esta comissão de inquérito “possa ser aprovada e viabilizada de forma consensual na Assembleia da República”, e adiantou que, se não for aprovada, o Chega forçará a sua constituição.

O líder do Chega afirmou que os “dados conhecidos na última semana foram particularmente importantes porque mostraram não só que o ex-primeiro-ministro António Costa mentiu aos portugueses, como, em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, como é o caso do lítio, do hidrogénio, das centrais de dados e da gestão de dados, o ex-primeiro-ministro, mas também outros dirigentes socialistas mentiram ao país”.

O líder do Chega disse querer chamar ao parlamento não só António Costa, como “os antigos ministros e responsáveis pelas pastas, direta ou indiretamente, bem como os envolvidos naquele que parece ser um esquema de influência ilícita sobre os recursos nacionais”.

André Ventura apelou aos partidos que defenderam um inquérito parlamentar sobre a empresa do atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, que votem favoravelmente a sua proposta, considerando “incompreensível que alguns achem que num caso valia a pena uma comissão de inquérito e, noutro caso, não valia a pena”.

Notícias divulgadas na semana passada referem que António Costa falou com o amigo Diogo Lacerda Machado sobre o projeto Start Campus, em Sines, contrariando a versão apresentada em novembro de 2023 pelo ex-primeiro ministro, que havia garantido que “nunca, em circunstância alguma” tinha falado com Lacerda Machado sobre o projeto Start Campus.

A TVI/CNN indicou, na noite de segunda-feira, que a Polícia Judiciária (PJ) tem na sua posse a escuta de uma conversa entre ambos que, alegadamente, ocorreu na véspera de Natal de 2022, quando o consultor do data center ligou ao então primeiro-ministro para lhe dar conta da “dinâmica extraordinária” do projeto de Sines.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Ventura garante que, se reforma laboral fosse votada agora, Chega seria contra

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião