Brasil aprova união dos campos petrolíferos da Galp
A Galp, “detentora de uma participação de 10% no BM-S-11A, manterá 6,450% das acumulações de Berbigão e 9,497% das acumulações de Sururu, com efeito a partir de maio de 2026”.
A Galp anunciou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) do Brasil autorizou a união dos campos petrolíferos de Berbigão e Sururu, nos quais tem participação, segundo um comunicado enviado esta segunda-feira ao mercado.
Na nota divulgada no site daComissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a Galp deu conta da “aprovação dos acordos de unitização para as acumulações de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos, no Brasil”, pela ANP. De acordo com a legislação brasileira, os acordos “tinham sido apresentados pelo consórcio BM-S-11A em 2018, em conjunto com a Petrobras”, uma vez que “as acumulações de Berbigão e Sururu se estendem para além dos limites do bloco BM-S-11A”.
Nos termos destes acordos, que “estabelecem a participação de cada parte nas áreas” em causa, a Galp, “detentora de uma participação de 10% no BM-S-11A, manterá 6,450% das acumulações de Berbigão e 9,497% das acumulações de Sururu, com efeito a partir de maio de 2026”. A Galp lembrou que ambos os campos estão em produção desde 2019.
De acordo com a empresa, estes processos vão ainda gerar negociações, entre as partes, tendo em conta as “despesas de capital incorridas no passado pelos parceiros relativamente à sua participação inicial e nos lucros líquidos recebidos a esse título”.
Mas a petrolífera nacional realça que “não se preveem ajustamentos nas demonstrações financeiras da Galp, que já refletem o resultado das unitizações desde o 3.º trimestre de 2022”, indicando ainda que não implicam “quaisquer alterações nas orientações de produção e nas projeções financeiras da Galp, que já refletiam esse resultado”.
De acordo com o site da ANP, este processo de unitização é usado em casos em que reservatórios ou jazidas se possam “estender por mais de um bloco exploratório”, sendo os seus recursos detidos, “algumas vezes, por mais de uma empresa contratada”.
“Nestas situações, é importante que os diferentes contratados trabalhem em conjunto para produzir da maneira mais racional e eficiente possível os recursos dessas jazidas compartilhadas”, lê-se neste site. Evita-se assim, segundo a agência, uma excessiva concorrência entre as empresas, com as consequências que pode ter nos recursos.
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