É oficial. A primeira fábrica de satélites óticos do país vai avançar em Guimarães

Esta nova unidade, garante o município, terá impacto económico e "direto na criação de emprego qualificado", posicionando "Guimarães como território estratégico no setor aeroespacial".

A Câmara Municipal de Guimarães e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) deram esta segunda-feira mais um passo para a instalação da primeira unidade de produção e teste de satélites óticos do país na antiga Fábrica do Alto, em Pevidém. As duas entidades assinaram o contrato de “comodato” que permite a cedência do imóvel à instituição sediada em Matosinhos.

Dedicada à montagem, integração e teste de satélites, esta nova unidade, garante o município, “terá impacto direto na criação de emprego qualificado, na diversificação do tecido industrial e económico e no posicionamento de Guimarães como território estratégico no setor aeroespacial“.

“Guimarães não quer ficar à margem dos setores que estão a redesenhar a economia e a soberania tecnológica do país e da Europa. Queremos estar na linha da frente”, assinalou o presidente da autarquia vimaranense, Ricardo Araújo, durante a cerimónia de assinatura do contrato, após uma visita à antiga Fábrica do Alto.

O investimento integra-se na estratégia municipal para o desenvolvimento do setor aeroespacial, em articulação com o CEiiA, a Universidade do Minho e parceiros industriais, no âmbito do Guimarães Space Hub. “Este projeto liga a memória industrial de Pevidém a uma nova geração de indústria”, prosseguiu Ricardo Araújo.

Visita à antiga Fábrica do Alto, em Pevidém, que vai acolher a primeira unidade de produção e teste de satélites óticos do país.

Presente na sessão, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, realçou o impacto deste polo “em todo o tecido económico, atraindo novas empresas, startups e investimento” para o concelho, colocando “Guimarães no mapa de um setor global que, em breve, deverá ultrapassar um trilião de dólares”.

Citado num comunicado do município, o secretário de Estado da Economia frisou que “Portugal não quer ser espetador no setor espacial, [mas sim] um ator“.

Já o CEO do CEiiA, José Rui Felizardo, contextualizou o projeto, explicando que “combina conhecimento tecnológico, capacidade industrial e infraestruturas de teste, com um parceiro internacional como a OHB“. E que vem reforçar, sustentou, “a ambição de Portugal se afirmar como um dos países líderes na área do espaço na Europa”.

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