Lucro do BPI cai 2% para 133 milhões de euros no arranque do ano
Banco lucrou 90 milhões em Portugal no primeiro trimestre, menos 8% em termos homólogos. CEO destacou "aumento significativo da concorrência" que provoco quebra na produção de crédito novo.
O BPI registou lucros de 133 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, menos 2% em relação ao mesmo período do ano passado. Portugal contribuiu com 90 milhões, onde o resultado caiu 8%.
A margem financeira cedeu 3% para 216 milhões de euros perante a normalização das taxas de juro. Em conferência de imprensa, o CEO do banco, João Pedro Oliveira e Costa, frisou que a margem continua a “deslizar, mas nos últimos trimestres menos, apresentando uma evolução flat“, e notou a subida recente das Euribor como “impacto colateral” da subida dos preços da energia por causa da guerra no Irão.
Apesar da descida dos resultados, o negócio do BPI continuou a crescer no arranque do ano. No crédito, registou um crescimento de 8% em termos homólogos, com a carteira de empréstimos a atingir os 33,8 mil milhões de euros. Dos quais 17,5 mil milhões respeita a crédito à habitação, mais 11% — é o segmento que mais cresce e muito por conta da linha de garantia pública para os jovens, onde o banco tem sido um dos líderes na sua execução com 1,3 mil milhões de crédito atribuído a mais de 6,6 mil jovens.
A contratação de novo crédito da casa ascendeu a 700 milhões de euros, menos 23% em relação ao período homólogo, que “se deveu essencialmente ao aumento muito significativo da concorrência”. “Houve concorrentes com propostas mais agressivas do que as nossas, mas em março já recuperámos a nossa quota. Tivemos dificuldade em acompanhar as condições oferecidas pelos concorrentes, o que demonstra a agressividade que existe e é bom para os clientes”, explicou.
No que toca a recursos de clientes, cresceram 6% face a março do ano passado, mas tiveram uma evolução nula desde o início de 2026, situando-se nos 43,6 mil milhões de euros. Os depósitos crescem 2% em termos homólogos, mas caíram 1% em cadeia.
O banco fala em custos controlados, a subirem 4% para 132 milhões de euros — empregava 4.544 trabalhadores no final de março, mais 279 do que há um ano. O cost to income agravou-se ligeiramente para 42%.
Por geografia, Angola contribuiu com 42 milhões de euros, menos 9% — o BPI acabou de alienar cerca de 15% do BFA em setembro através da venda na bolsa de Luanda. Já o moçambicano BCI voltou a dar um contributo positivo de um milhão de euros, após a perda de 7 milhões.
(Notícia atualizada às 13h32)
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