Trabalhadores do setor da saúde iniciam hoje dois dias de greve
Sindicato estima adesão de 60% durante a manhã. Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social.
Os trabalhadores da saúde iniciam esta segunda-feira uma greve de dois dias para reivindicar melhores salários e condições dignas de trabalho, um protesto que inclui também uma manifestação em Lisboa.
“A greve abrangerá todos os trabalhadores do setor da saúde, independentemente do vínculo, carreira ou filiação sindical, e decorrerá entre as 00:00 e as 24:00 dos dias 04 e 05 de maio”, refere o pré-aviso do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS).
Com esta paralisação, o sindicato exige do Governo e das entidades empregadoras a “reposição dos pontos retirados aos trabalhadores” no âmbito do sistema de avaliação, a “contratação urgente” de pessoal, que permita terminar com o “uso e abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo”, e a reposição das “horas não pagas e não gozadas”.
A estrutura sindical justifica ainda os dois dias de greve, que está sujeita a serviços mínimos, com a necessidade de os trabalhadores do setor se manifestarem contra o pacote laboral apresentado pelo Governo, estando agendada para esta manhã uma manifestação junto ao Hospital Santa Maria, em Lisboa.
Entretanto, o presidente do STTS estimou que greve esteja a ter uma adesão de 60%. “Neste momento [pelas 10:00] estamos com uma adesão de 60%. Ainda é muito cedo, há mudanças de turnos às 15:00, portanto teremos números mais exatos por volta desse horário”, disse aos jornalistas Mário Rui no início da concentração na capital portuguesa.
Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social para exigir ao Governo que “resolva vários problemas” para permitir dignificar a profissão.
É uma paralisação pela “dignidade dos enfermeiros e pela dignificação da enfermagem”, salientou o presidente do SEP, José Carlos Martins, para quem, apesar de estarem a decorrer negociações com o Governo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, “importa resolver problemas” que estão a afetar esses profissionais de saúde há vários anos.
(Notícia atualizada às 12h com dados da adesão durante a manhã)
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