40 horas a pintar, 4 dias a secar. Os detalhes do vestido Mugler do português Miguel Castro Freitas para a Met Gala

Lina Santos,

A influencer Emma Chamberlain foi das primeiras a subir a escadaria do Museu Metropolitano de Nova Iorque esta segunda-feira. Usou um vestido inspirado em Arles de Van Gogh que é, em si mesmo, arte.

A criadora de conteúdos Emma Chamberlain levou o orgulho nacional para a passadeira vermelha da Met Gala, esta segunda-feira, com o vestido Mugler do português Miguel Castro Freitas, diretor criativo da casa desde março de 2025.

Emma Chamberlain desempenhou, mais uma vez, o papel de correspondente especial da passadeira vermelha da Vogue e foi uma das primeiras a chegar à escadaria do Museu Metropolitano de Nova Iorque. O vestido Mugler foi pintado à mão durante 40 horas, demorou quatro dias a secar, segundo o WWD, e é uma colaboração com a artista Anna Deller Yee, que já tinha trabalhado com a diretora da Vogue, Anna Wintour.

A obra da Mugler inspirou-se nos campos de Arles pintados por Vincent Van Gogh, durante o tempo em que viveu nesta zona de França, pensado para responder ao tema deste ano do evento organizado pela Vogue, Fashion Is Art. Mas não só.

Segundo a Vogue, a influencer conheceu Miguel Castro Freitas num cocktail da publicação durante a Semana da Moda de Paris. Depois do desfile da Mugler, concluiu que a marca seria a escolha certa para o Met Gala. Referências visuais a obras de Van Gogh e Munch e três horas de conversa com Miguel Castro Freitas e a sua equipa fizeram o resto. Segundo a Vogue, o vestido é uma citação de um vestido borboleta de 1997.

Nicole Kidman, Lauren Bezos e Anna Wintour

O evento deste ano tinha como tema Fashion is Art e evoca a exposição anual do departamento de moda do museu, Costume isArt. A gala deste ano foi patrocinada por Jeff Bezos e pela sua mulher Lauren Sanchéz Bezos, motivando protestos desde o primeiro minuto contra o bilionário, fundador da Amazon, pelas suas posições de apoio a Donald Trump e, segundo a organização Everybody Hates Elon, citada pela CNN, por alegadas práticas de violação dos direitos laborais na empresa de e-commerce.

A organização espalhou cartazes pela cidade de Nova Iorque com apelos a boicote à gala e uma frase: “The Bezos Met Gala: Brought to you by worker exploitation”.

 

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