Portugal quer reforçar exportações tecnológicas para a Alemanha
Primeiro-ministro enaltece Alemanha como parceiro comercial de Portugal, destacando o papel que as empresas alemãs em Portugal têm no setor da tecnologia. "Parceria" que quer reforçar.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou esta terça-feira a importância da Alemanha para a economia portuguesa, apontando como exemplo o crescimento das exportações tecnológicas nacionais para aquele país, indicando ser uma pareceria para aprofundar no futuro.
“O chanceler Friedrich Merz já aqui invocou a importância que a Alemanha tem na dinâmica económica de Portugal, quer no que diz respeito ao investimento direto estrangeiro, em que a Alemanha ocupa um lugar cimeiro no nosso país, quer naquilo que tem a ver com o reconhecimento das nossas capacidades e fatores de competitividade, seja do ponto de vista da nossa mão-de-obra qualificada”, disse o primeiro-ministro em conferência de imprensa conjunta com o líder alemão, em Berlim.
Luís Montenegro deslocou-se esta terça-feira à Alemanha para uma visita oficial, que tem como objetivo “reforçar” o diálogo político e económico entre os dois países. Neste sentido, destacou que a Alemanha surge simultaneamente entre os maiores clientes e fornecedores de bens portugueses.
Em 2025, as terras germânicas foram o segundo principal destino das vendas de bens portugueses ao exterior, com uma quota de 13,9%, ocupando o mesmo lugar como fornecedor de Portugal, com uma quota de 11,8%.
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"A Alemanha ocupa um lugar cimeiro no nosso país, quer naquilo que tem a ver com o reconhecimento das nossas capacidades e fatores de competitividade, seja do ponto de vista da nossa mão-de-obra qualificada. ”
“Sabe-se que há muitas empresas alemãs que são hoje uma parte muito importante do nosso tecido económico, cada vez mais numa direção que tem a ver com as novas tecnologias, a capacidade de adaptação e a interação entre os nossos países. Em 2025, a variação homóloga das nossas exportações tecnológicas para a Alemanha foi de 150%, o que revela bem aquilo que é o estreitamento da nossa relação económica e comercial sob um dos pontos mais fulcrais para alicerçar o nosso futuro coletivo”, apontou Montenegro.
Neste sentido, realçou que é uma “parceria” que Portugal quer “desenvolver para futuro, com mais investimento produtivo”, ao mesmo tempo que, diz, é partilhada entre ambos os países uma reforma no sentido da simplificação e do combate à burocracia.
“É, por assim dizer, uma imagem de marca do governo alemão e também uma imagem de marca do governo português. Uma imagem que levamos os dois muitas vezes às reuniões do Conselho Europeu para aprofundar e acelerar à escala europeia também o movimento que é necessário de simplificação, de criar maior agilidade, maior rapidez naquilo que é a relação dos cidadãos e das empresas com a Administração”, exemplificou.
Montenegro destacou ainda que existe uma posição partilhada com o seu homólogo na defesa de implementação dos acordos comerciais da União Europeia, como o alcançado com o Mercosul.
O encontro entre Montenegro e o chanceler Friedrich Merz decorreu ao final da tarde na Chancelaria, em Berlim, e incluiu uma receção oficial com guarda de honra, declarações à imprensa e reuniões bilateral e alargada entre as delegações dos dois países. De acordo com informações do gabinete do primeiro-ministro à Lusa, Portugal pretende afirmar-se como parceiro competitivo, sublinhando vantagens como a energia renovável, custos energéticos mais estáveis, mão-de-obra qualificada e localização geográfica.
Luís Montenegro foi acompanhado nesta visita pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e pela secretária da Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos. Da agenda faz ainda parte a participação no “Wirtschaftstag”, uma das principais conferências económico-políticas da Alemanha, organizada pelo Wirtschaftsrat der CDU, que reúne cerca de três mil empresários.
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