Fórum para a Competitividade prevê crescimento da economia de 2% este ano
Fórum para a Competitividade acredita na previsão do Governo, que reviu em baixa na semana passada o crescimento esperado para este ano para 2%. Questão "essencial" continua a ser a guerra no Irão.
O Fórum para a Competitividade acredita que o crescimento da economia portuguesa vai resistir e ficar próximo de 2% este ano, em linha com a nova meta do Governo. Um cenário que se baseia no pressuposto de um abrandamento das tensões no conflito do Golfo.
Na nota de conjuntura de abril, divulgada esta quarta-feira, o Fórum para a Competitividade assume, como a generalidade das instituições e dos mercados financeiros, que as tensões no Golfo Pérsico “abrandarão dentro de não muito tempo”. Neste cenário, esta entidade acredita que o crescimento do PIB português este ano “poderá não ser afetado de forma significativa” e “ser próximo dos 2%”.
Um valor em linha com o esperado pelo Ministério das Finanças, que, no plano orçamental de médio prazo, reviu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em baixa de 0,3 pontos percentuais (pp.) face ao inscrito no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).
O Fórum recorda que a estimativa rápida sobre o desempenho da economia no primeiro trimestre aponta para uma estagnação em cadeia, quando tinha aumentado 0,9% nos três meses precedentes, e 2,3% na comparação homóloga, uma aceleração face aos 1,9% registados no quarto trimestre de 2025. E a expectativa é que o PIB “terá permanecido fraco no início do segundo trimestre”.
“A questão essencial continua a ser a da duração do conflito no Médio Oriente, sobretudo quando se dará a normalização da circulação pelo estreito de Ormuz“, alerta.
No documento pode ler-se que “quer os Estados Unidos, quer o Irão têm interesse na conclusão rápida do atual impasse, o que é reforçado pelas expectativas implícitas nos vários mercados financeiros (futuros de petróleo, Euribor, ações, etc.)”, embora o Fórum considere que, ainda assim, “ambas as partes têm uma margem reduzida para recuar sem perder a face”.
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