Lucro dos CTT cai 18% para 4,5 milhões no primeiro trimestre com tempestades e guerra

Empresa agora liderada por Guy Pacheco diz que "impactos conjunturais" sobrepuseram-se a aumento de 14% nas receitas. Tempestades afetaram colocação de Certificados de Aforro, mas vê recuperação.

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  • O lucro líquido dos CTT caiu 17,6% no primeiro trimestre, totalizando 4,5 milhões de euros, devido a impactos conjunturais e disrupções climáticas.
  • As receitas totais aumentaram 14,1%, impulsionadas pelo crescimento de 10,2% nas soluções de comércio eletrónico, que atingiram 164,2 milhões de euros.
  • A rendibilidade foi afetada por custos operacionais elevados e a necessidade de manter a qualidade do serviço, especialmente na região centro de Portugal.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O lucro líquido dos CTT desceu 17,6%, em termos homólogos, para 4,5 milhões de euros no primeiro trimestre, pressionado por “impactos conjunturais” como a crise no Médio Oriente e disrupções causadas pelo furacão Kristin, incluindo a menor colocação de dívida pública, anunciou a empresa esta quarta-feira.

Em comunicado, a empresa agora liderada por Guy Pacheco –que foi na semana passada nomeado para substituir João Bento – informou que teve um “crescimento saudável das receitas no trimestre”, com as soluções de comércio eletrónico a subirem 10,2% para 164,2 milhões de euros, ou 34,8% sem contar com a integração da espanhola Cacesa. As receitas totais avançaram 14,1% para 329,4 milhões de euros.

Por área de negócio, os CTT explicaram que as soluções de comércio eletrónico registaram 164,2 milhões de euros em receitas operacionais, mais 34,8% em termos homólogos “mantendo uma trajetória de crescimento sustentado, impulsionada sobretudo pela dinâmica positiva do e-commerce, uma vez que o tráfego de encomendas de última milha cresceu 14,3% e está a impulsionar o crescimento da receita”.

O segmento correio e serviços atingiu 128,7 milhões, um recuo de 3,4% que reflete a quebra de tráfego, embora parcialmente compensada por uma receita mais elevada por objeto, e de receitas do correio endereçado, “e a redução das receitas da colocação de dívida pública devido a condições meteorológicas adversas e a uma comparação desafiante com o primeiro trimestre de 2025 , o que, no trimestre, mais do que compensou o crescimento contínuo das soluções empresariais e pagamentos”.

O Banco CTT registou receitas de 36,5 milhões, (+8,8%), alavancadas pelo crescimento da base de clientes e pelo seu maior envolvimento, o que resultou no crescimento do volume de negócios (+13,8%) e, consequentemente, da margem financeira (+8,9%) e comissões recebidas (+13,0%), adiantou.

No entanto, a rendibilidade sofreu “impactos conjunturais”, sublinhou, com o resultado recorrente antes de juros e impostos (EBIT) a tombar 24% para 15,3 milhões de euros, ou 35,3% tendo em conta a compra da Cacesa.

Em relação às soluções de comércio eletrónico, os CTT recordaram que a peak season de 2025 esteve anormalmente concentrada em torno do período de Natal e, em várias regiões, exigiu um esforço adicional significativo para manter os níveis de qualidade, um efeito que se prolongou até janeiro.

No negócio de correio & serviços, apesar da redução dos custos, “registaram-se custos operacionais anormalmente elevados” para assegurar a continuidade da operação e os níveis de qualidade de serviço, nomeadamente na região centro de Portugal, a mais afetada pelo ‘comboio’ de tempestades que assolou o país.

(Notícia atualizada às 19h30 com mais informação)

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