Luís Costa Ferreira deixa supervisão do Banco de Portugal e vai para a EY
Ex-diretor do departamento de supervisão prudencial, responsável pela vigilância dos bancos, Luís Costa Ferreira vai assumir liderança da área de Serviços Financeiros da EY no final do ano.
Luís Costa Ferreira deixou o Banco de Portugal, onde era diretor do Departamento de Supervisão Prudencial, e vai ingressar na EY para assumir a liderança da área de Serviços Financeiros da consultora.
A EY explica que Luís Costa Ferreira, que na última década foi responsável pela supervisão dos bancos, junta-se à consultora após o período de cooling-off legalmente previsto, no final deste ano. “Com mais de 30 anos de experiência em supervisão e regulação bancária, traz um conhecimento profundo do setor”, salienta a EY em comunicado, que lembra o longo percurso de Costa Ferreira no supervisor bancário.
“Ao longo da última década, liderou uma ampla transformação da supervisão prudencial em Portugal — reestruturando o departamento, modernizando metodologias e processos, consolidando a equipa e promovendo um diálogo mais claro, consistente e construtivo com os bancos e auditores”, salientou a consultora.
Costa Ferreira já tinha exercido as mesmas funções no banco central entre 2013 e 2014, altura em que saiu para a consultora PwC, então a conduzir uma auditoria ao Novobanco na sequência da resolução aplicada ao BES. Regressou ao supervisor em 2017.
O Banco de Portugal adianta que João Freitas, diretor do departamento de resolução, vai ser o novo diretor do departamento de supervisão prudencial, ocupando o lugar a parti do dia 6 de julho.
Além de Luís Costa Ferreira, a EY anunciou ainda a contratação de Miguel Cunha Amaro e José Diogo Beirão.
Cunha Amaro entra como partner na área de consultoria em Serviços Financeiros e será diretamente responsável pela área de Banking Technology para o cluster português da EY, cobrindo além do nosso país, os mercados angolano, moçambicano e cabo-verdiano.
Já José Diogo Beirão, com mais de 10 anos de experiência na área de serviços financeiros, vai reforçar o crescimento da área de Financial Services Risk Management.
“Este reforço do partnership está alinhado com a nossa estratégia de crescimento sustentado. As novas entradas fortalecem a liderança, a capacidade de entrega e o posicionamento da firma num dos setores-chave do mercado”, frisa Miguel Farinha, country managing partner da EY, citado no comunicado enviado às redações.
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