Após “início forte”, EDP sobe em 5% metas para 2026. Espera lucro líquido de 1,3 mil milhões
Energética vê agora EBITDA de 5,2 mil milhões e lucro líquido de 1,3 mil milhões. Revisão acelera metas que estavam previstas para 2028.
- A EDP anunciou uma queda de 12% no resultado líquido até março, mas considera o trimestre "sólido" e reviu em alta as previsões para 2026.
- O EBITDA esperado para 2026 é agora de 5,2 mil milhões de euros, superando as previsões anteriores de 4,9 a 5 mil milhões de euros, refletindo um desempenho positivo em várias áreas.
- A empresa está "no bom caminho" para cumprir as metas de 2028, impulsionada por tendências de eletrificação e crescimento da procura na Península Ibérica e EUA, disse o CEO.
O resultado líquido da EDP caiu 12% até março, mas isso não impediu a empresa de considerar que foi um trimestre “sólido” e anunciar esta quinta-feira uma melhoria do guidance para o lucro recorrente que espera gerar este ano.
“Um início forte de 2026 levou à revisão em alta das previsões para 2026, com um EBITDA [resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] de 5,2 mil milhões de euros e um resultado líquido de cerca de 1,3 mil milhões de euros”, informou a empresa numa apresentação divulgada no site da CMVM.
As novas metas, comparam com o EBITDA de 4,9 a 5 mil milhões de euros e um lucro líquido de entre 1,2 mil milhões e 1,3 milhões. Esses números que tinham sido apresentados no Capital Markets Day em Londres em novembro e reiterados em fevereiro na apresentação dos resultados de 2025.

“Melhor visibilidade”, diz CEO
“Com base no desempenho deste primeiro trimestre e também na melhor visibilidade que temos para o resto do ano, estamos a aumentar as nossas previsões para 2026 em cerca de 5%”, explicou o CEO, Miguel Stilwell de Andrade, na teleconferência com analistas.
“Esta revisão em alta é generalizada em todo o grupo, não se limitando a uma área específica“, explicou, adiantando que no que diz respeito à rede, há contributos positivos decorrentes de maiores investimentos, eficiências contínuas e rendimentos atrativos na Península Ibérica. Isto inclui também contributos denominados em euros no Brasil, impulsionados “pela taxa de câmbio mais forte”.
Nas áreas de flexgen, ou geração flexível de energia, “o desempenho é apoiado por níveis mais elevados dos reservatórios e pela recuperação esperada dos preços da eletricidade na segunda metade do ano“, enquanto na EDPR, a revisão em alta reflete “o contexto de mercado e político atualizado, as eficiências de custos e também os ganhos mais elevados com a rotação de ativos, que agora se esperam situar-se entre 200 e 300 milhões de euros”.
Por fim, o CEO disse que as orientações também incorporam pressupostos atualizados para os mercados financeiros, incluindo taxas de câmbio e taxas de juro.
“Assim, no geral, um início de ano forte, bons fundamentos em todos os principais negócios e geografias“, concluiu.
As ações da EDP recuam esta quarta-feira 0,27% para 4,388 euros e a da EDP Renováveis perdem 1,46% para 19,19 euros, numa sessão em que o índice PSI desce 0,24%.
No “bom caminho” para 2028
Olhando mais para a frente, Stilwell de Andrade referiu que a EDP está “no bom caminho para cumprir as metas de 2028”, sublinhando que o crescimento da procura continua a ser um pilar central tanto na Península Ibérica como nos EUA. “Este crescimento é impulsionado por tendências de eletrificação a longo prazo, IA, centros de dados, veículos elétricos e eletrificação industrial, pelo que é bastante abrangente”.
A EDP, maior empresa portuguesa, anunciou na quarta-feira uma queda de 9% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre, afetada pelas fortes tempestades de janeiro e fevereiro, mas ainda assim superou as previsões dos analistas graças aos resultados mais sólidos da sua unidade de energias renováveis.
O lucro líquido recorrente situou-se nos 399 milhões de euros, enquanto a previsão média dos analistas consultados pela LSEG era de 364 milhões de euros.
A subsidiária EDP Renewables, quarto maior produtor mundial de energia eólica, anunciara no mesmo dioa que o lucro líquido recorrente subiu 9%, para 71 milhões de euros. A EDPR também subiu a previsão de EBITDA recorrente para 2026 em 5%, para cerca de 2,2 mil milhões de euros.
(Notícia atualizada às 09h30 com citações do ECO, contexto dos resultados e cotação das ações)
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